(pt) [Grécia] Texto da Assembleia de anarquistas de Lâmia sobre as "Noites Brancas" By A.N.A.

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Domingo, 1 de Janeiro de 2017 - 12:01:25 CET


Texto da Assembleia de anarquistas e antiautoritários/as de Lâmia sobre as denominadas 
"Noites Brancas". O texto foi distribuído em uma ação realizada faz uns dias no centro da 
cidade. ---- Que vão os ministros, os prefeitos e todos os patrões a trabalhar no domingo 
e pelas noites. ---- Em 13 de outubro de 2016, após uma convocatória da junta diretora da 
Associação de Comerciantes de Lâmia, se realizou um conselho, no qual um dos temas 
principais debatidos foi a organização de uma "Noite Branca" na cidade. No conselho 
anteriormente mencionado muitos donos de lojas exigiram de maneira insistente "que se 
celebra-se por fim em Lâmia" uma "Noite Branca", onde a junta diretora tomou a relativa 
decisão, sendo seu argumento principal a "melhora e a tonificação da psicologia dos 
consumidores". Claro, não nos surpreendeu que não lhes interessasse o mínimo os empregados 
das lojas, os quais vão dar uma surra por causa da festa. Assim, pois, ao mesmo tempo que 
os donos dos grandes negócios comerciais montam festinhas para "tonificar" a economia e o 
mercado local destroçados, seus empregados, assim como todos os que estão trabalhando 
nesta época, sentem em seu corpo a violação constante de seus direitos e de sua dignidade. 
Os salários de fome, o trabalho não remunerado durante muitos meses, os horários 
comerciais flexíveis, os convênios individuais, as horas extras não pagas, e já o trabalho 
no domingo, não são nada mais que o terrorismo patrona l moderno. É um terrorismo, o qual 
já considera normal obrigar diretamente aos trabalhadores a trabalhar até a meia-noite, 
até às 12 da noite! De fato, é esta condição miserável para os trabalhadores a campanha de 
publicidade, com o fim de chamar o "público consumidor" a participar neste evento e a 
aumentar os lucros dos comerciantes locais.

Não devemos esquecer que em nenhum caso poderia realizar-se esta festinha sem a benção da 
prefeitura de Lâmia, que se encarregou da celebração de eventos culturais, assim eles 
contribuem para o fortalecimento da "raiva consumista" dos cidadãos, tratando de 
fazer-lhes esquecer a inexistência da Prefeitura em seus problemas cotidianos. Faz dois 
anos as "Noites Brancas" foram apresentadas como "exceções", temos a experiência como 
trabalhadores ou não de entender que "não há nada mais permanente que o temporário". O 
mesmo ocorreu faz uns anos com a extensão dos hor&aac ute;rios comerciais, o mesmo sucede 
atualmente com a tentativa de eliminar por completo o domingo como festivo através da 
medida dos "sete domingos laborais ao ano". O mesmo estão fazendo com as "Noites Brancas", 
concedendo a cada periferia, a cada prefeito e a cada Associação Comercial a jurisdição de 
organizar tais festas quando lhes dá vontade. Já este dezembro se trata de aplicar, "já 
legalmente", a abertura dos negócios comerciais três domingos sucessivos...

Chamamos aos companheiros e as companheiras de trabalho a resistir à realização das 
"Noites Brancas", assim como a qualquer bravata usada pela patronal para impor sua 
vontade. Nos sindicatos, as coletividades obreiras, os comitês visíveis ou invisíveis em 
cada lugar de trabalho, devemos converter nosso medo e nosso descontentamento em 
reivindicação coletiva. Incitamos a nossos concidadãos e concidadãs a pensar como obreiros 
e não como clientes. A luta contra os horários "liberalizados" não concerne só aos 
empregados do setor do comércio senão a todos os trabalhadores. Os que aspiram a s er 
consumidores no marco da "Noite Branca" devem entender que o que estão vivendo 
(confrontando) hoje os trabalhadores no setor do comércio, amanhã o viverão (confrontarão) 
eles também em seus lugares de trabalho. A resposta a este totalitarismo moderno a damos 
com reivindicações coletivas desde baixo, com solidariedade de classe, resistência 
coletiva e criando comunidades de luta dentro e fora dos lugares de trabalho. Os 
interesses dos patrões são contraditórios aos interesses dos trabalhadores, e o nosso deve 
ser a defesa de nossa classe!

A sabotar as festas do consumismo. Tire as mãos de nossos domingos, nossas noites, nossas 
vidas...

Assembleia de anarquistas e antiautoritários/as de Lâmia, membro da Federação Anarquista


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