(pt) anarkismo.net: Nós comunistas anarquistas/libertários na luta de classes, na Europa do capital by EuroAnarquismo - AL/FdCA-AL-CGA-LSF-OSL-WSM (ca, en, fr, it)

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Domingo, 17 de Dezembro de 2017 - 07:46:43 CET


As organizações europeias federadas na rede Anarkismo se reuniram entre o dia 18 e o dia 
19 de novembro em Génova. Conversamos e discutimos, raciocinamos e pensamos, tentando 
planejar nossas tarefas para levar em frente, como rede, na Europa. ---- As delegações 
vindas de Gales, da França, da Itália, da Suíça e da Irlanda, junto com uma saudação 
calorosa dos companheiros/as catalães/ãs de Embat, expressaram a necessidade de seguir e 
desenvolver uma intervenção comum. ---- Em que ponto estamos? ---- A fase que estamos 
vivendo é sem dúvida de crise sistêmica e de transformação estratégica. O capital em crise 
está à procura de um novo modelo de regulação no qual se inscreve uma crise decisiva da 
esquerda. ---- O social-liberalismo é parte ativa do estado e da gestão europeia do 
capital. Ele se tornou um instrumento de dominação e exploração. Outro setor da esquerda 
reivindica uma ambição reformista que se apoia sobre estratégias estatistas sem, no 
entanto, conseguir construir uma proposta de alternativa social e emancipatória. Há também 
um grande setor que luta e promove a resistência a partir de baixo e que não aceita as 
limitações ligadas às políticas institucionais.

Enquanto o processo de liquidação de um modelo fordista nos leva de volta a formas de 
exploração no trabalho que evocam o início dos anos 1900, o proletariado clássico se 
transforma e se amplia, novas formas de exploração se configuram com trabalho autônomo e 
novas estruturas de trabalho assalariado dentro de um impulso para a precarização de todas 
as condições de vida.

Estamos diante de novas contradições, com possibilidade relativa de que elas explodam, 
como o Brexit ou o crescimento da extrema direita rumo à conquista do poder do Estado na 
União Europeia. O bloco geoestratégico europeu está balançando, com fortes lacerações 
internas, entre a possibilidade de estabelecer-se, no futuro próximo, como um polo 
imperialista coerente ou aquela de sofrer a subalternidade em frente aos outros centros de 
poder do mundo.

A tudo isso se acrescenta a falta de um movimento social capaz de entravar a ofensiva do 
bloco dominante, de avançar em direção a novas conquistas e de organizar de forma sólida o 
conjunto dos grupos sociais dominados.

Isto enfrentando uma extrema direita cada vez mais agressiva e uma ofensiva da burguesia 
contra todos os direitos sociais e conquistas acumuladas arduamente com as lutas dos 
últimos 150 anos.

Aonde queremos ir e o que devemos fazer

Se a fase em curso e a que virá apresentam uma situação dura e difícil, e essas serão as 
condições a serem enfrentadas em nossa intervenção, em qualquer caso, não nos assustamos e 
não recuamos.

O fim do capitalismo e a autogestão da sociedade são uma necessidade que não podem nem 
devem esperar, mesmo que constituam objetivos históricos. Eles são uma parte fundadora e 
integrante de nossas práticas dentro da organização dos/as explorados/as. É nas lutas de 
hoje que preparamos e aprendemos os valores do mundo que queremos construir.

Não acreditamos em atalhos e nossa tarefa diária é construir, tijolo após tijolo, passo a 
passo, lutas e conflitos em nossos bairros e nos locais de trabalho. Acumular forças para 
alcançar e mobilizar toda a parte da sociedade que é resistência e dissidência, que 
rejeita as compatibilidades com o capitalismo e afirma a única alternativa possível: a 
organização a partir de baixo e a destruição de todos os tipos de exploração e dominação. 
Nossa política é de emancipação, de ação de base, de construção de poder popular.

Vimos que a Europa, apesar das contradições e dos conflitos internos, não é apenas uma 
união de Estados num espaço comum, mas um sistema de poder transnacional que possui uma 
capacidade de intervenção estratégica precisamente para garantir os interesses 
fundamentais do bloco dominante.

Portanto, acreditamos e trabalhamos, nós também, para conseguir construir uma cultura e 
uma estratégia comuns às nossas organizações, fortalecendo as lutas sociais e consolidando 
o anarquismo organizado de classes e a emancipação dentro delas, constituindo no espaço 
comum uma rede internacional capaz de dar as respostas necessárias aos processos que nos 
atingem. Identificando as potencialidades de luta, queremos gerar alternativa e relações 
de força que nos sejam favoráveis.
Estamos decididos a levar, sempre e em todos os lugares onde é necessário, nossa 
contribuição para o movimento de luta social na Europa e em todo o mundo.

Avançar, lutar, construir poder popular!
Levamos um mundo novo em nossos corações.

Alternativa Libertaria/FdCA - Itália
Alternative Libertaire - França
Coordination des GroupesAnarchistes - França
LibertarianSocialistFederation - Gales/Inglaterra
OrganizationSocialiste Libertaire - Suíça
Workers Solidarity Movement - Irlanda

https://www.anarkismo.net/article/30727


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