(pt) Brasil: "O objetivo é criar um" poder popular "- Organização anarquista socialismo libertário -- Entrevista de Auréline (amiga de AL, Toulouse) (en, it, fr) [traduccion automatica]

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Terça-Feira, 5 de Dezembro de 2017 - 07:51:40 CET


A Organização anarquista socialismo libertário (OASL), ativa em São Paulo desde 2008, é 
membro da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB). Reivindica especifismo, um modo de 
organização e militância que articula a ação dentro dos movimentos sociais e a ação mais 
especificamente anarquista. Encontro com João, com trinta e poucos anos, trabalhador 
precário e membro da organização. ---- Alternativa libertária: quais são as atividades da 
OASL ? ---- João: estamos lutando principalmente em três frentes: a frente do sindicato, a 
frente da comunidade e a frente do estudante. No nível sindical, os pares são ativos e 
ativos entre os motoristas do metrô, na saúde e na educação. A frente do estudante está 
presente em duas universidades, onde defendemos uma política de acesso real das aulas 
populares à universidade 1. Na frente da comunidade, desenvolvemos o Movimento de 
organizações de base (MOB), que atua em três bairros subúrbios, oferece tutoria ( 
cursinhos populares ), cria cooperativas que permitem aos participantes ganhar renda, 
defende os centros de saúde gratuitos do SUS ( Sistema único de saúde), ainda ameaçadas de 
encerramento ou privatização ... Também participamos do movimento de ocupantes e, 
finalmente, há companheiros que iniciaram uma frente feminista. O objetivo é criar um " 
poder das pessoas  " articulado com os movimentos sociais. Participar de uma dessas 
frentes é uma condição para defender a OASL. Este ativismo popular é fundamental e uma 
prioridade na construção da organização.

Qual é a sua prática nos movimentos sociais ?

Em cada frente defendemos uma organização horizontal. Mas não queremos estar em uma 
posição de vanguarda, e nos adaptamos à realidade dos movimentos sociais, onde existe uma 
grande variedade de opiniões. É fazendo campanha com pessoas que espalhamos nossas idéias 
e valores. Um exemplo: ao ocupar terras agrícolas com o Movimento Popular Sem Terra (MST), 
as pessoas oraram antes das ações. Apesar de serem na maior parte ateus, abstimos-nos de 
criticar. Temos de encontrar o equilíbrio, para lidar com a realidade das pessoas que 
estão lá, mesmo que seja difícil. Os movimentos evangélicos são fortes nos subúrbios 
porque ocupam um vácuo político e social. Mas eles muitas vezes se posicionam contra 
lutas, contra ataques e obstruem o MOB.

E sobre a repressão ?

Atualmente, há uma criminalização dos movimentos sociais, que é muito dirigida aos 
sindicalistas. A violência policial, por outro lado, atinge os subúrbios e as favelas, os 
negros e os pobres são os primeiros a se preocupar. Estamos indo tão longe quanto falar de 
"  política genocida  ". Mas a denúncia dessa violência é rara, por medo de represálias. O 
caso de Rafael Braga é exemplar. Retido pela primeira vez em junho de 2013 para uma 
manifestação em que ele não participou, ele passou vários meses em prisão por falsas 
acusações de fazer cocktails Molotov ou tráfico de drogas. Em abril passado, ele foi 
finalmente condenado a onze anos de prisão (!), Comutado para prisão em setembro.

Que análise libertária podemos fazer da situação política atual no Brasil: demissão de 
Dilma Rousseff em maio de 2016, reivindicações de eleições diretas na sequência das 
revelações sobre a corrupção do presidente de direita Michel Temer ?

Em primeiro lugar, deve-se lembrar que o Partido dos Trabalhadores prosseguiu uma política 
de colaboração em classe. Quanto ao golpe, o PT também tem sua responsabilidade: fez 
alianças com partidos de direita, o que lhes deu força e lhes permitiu recuperar a 
insatisfação com as reformas. A ruptura do Código do Trabalho e os retiros orquestrados 
pelo direito liberal já estavam na agenda do PT. Recentemente, o ex-presidente Lula (PT) 
disse sem rodeios que se ele fosse reeleito, ele não voltaria a esta dissolução da pensão. 
O PT aprovou a lei que autoriza o uso do exército contra as manifestações e o utilizou em 
junho de 2013 durante os protestos contra o aumento dos preços dos transportes públicos. 
2. Quanto à reforma agrária, o balanço é eloquente: sob o presidente Cardoso (1995-2002, à 
direita), a redistribuição da terra aos camponeses pobres foi mais rápida, não porque o 
governo fosse mais voluntarista, mas porque havia mais lutas sociais. Mas com o PT no 
poder, os movimentos sociais se enfraqueceram porque seus líderes receberam posições, o 
que é uma boa maneira de silenciá-los. Como já vimos recentemente, quando a gestão da CUT, 
a principal confederação sindical, perto do PT, estava mais preocupada com os percalços 
judiciais de Lula do que organizar a luta contra a ruptura das pensões e o Código do 
Trabalho. porque seus líderes receberam posições, o que é uma boa maneira de silenciá-los. 
Como já vimos recentemente, quando a gestão da CUT, a principal confederação sindical, 
perto do PT, estava mais preocupada com os percalços judiciais de Lula do que organizar a 
luta contra a ruptura das pensões e o Código do Trabalho. porque seus líderes receberam 
posições, o que é uma boa maneira de silenciá-los. Como já vimos recentemente, quando a 
gestão da CUT, a principal confederação sindical, perto do PT, estava mais preocupada com 
os percalços judiciais de Lula do que organizar a luta contra a ruptura das pensões e o 
Código do Trabalho.

AL, The Monthly, November 2017

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https://albruxelles.wordpress.com/2017/12/02/bresil-lobjectif-est-de-creer-un-pouvoir-populaire-organizacao-anarquista-socialismo-libertario/#more-2778


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