(pt) quebrando muros: A FAGULHA Nº 12 - AGOSTO/2017

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Sábado, 26 de Agosto de 2017 - 09:24:32 CEST


É com alegria e muito trabalho coletivo que o Coletivo Quebrando Muros lança a 12ª edição 
do Jornal A Fagulha, publicação que já se encontra em seu sétimo ano! ---- Confira uma 
breve apresentação do coletivo seguida de textos sobre a atuação d'A Outra Campanha - PR, 
especialmente durante o ano passado; um balanço das manifestações que tomaram o país nos 
últimos anos; a importância histórica da Greve Geral enquanto instrumento de luta dos 
trabalhadores ainda hoje e, por fim, um pequeno resgate das mobilizações contra a PEC 
241/55 e a Reforma do Ensino Médio que marcaram o ano de 2016, com enfoque no movimento de 
ocupações de escolas e universidades. ---- Clique na imagem abaixo para ler a versão em 
pdf ou peça um jornal impresso para um/a de nossos/as militantes.

Quem somos?

O Coletivo Quebrando
Muros é uma organização
de esquerda
libertária. Lutamos por uma
sociedade em que não existam
relações de exploração e opressão
e apostamos em construir
movimentos sociais com as características
que queremos no
futuro. Entendemos que as transformações
sociais devem ser protagonizadas
pelos diferentes setores do povo,
organizados nesses movimentos, entre
eles as e os estudantes e o movimento
estudantil. Por entender que os movimentos
sociais são as sementes da
nova sociedade, lutamos para que se
organizem de maneira autogestionária,
com democracia direta,
solidariedade e independência
de classe. Nossa estratégia é fortalecê-los
desde já para que ampliem seu
campo de influência, aplicando força
para conquistar direitos e costurando
alianças entre os setores explorados e
oprimidos do povo.

Chamamos esse processo de construir
Poder Popular.
Assim, organizamos nossa atuação no
terreno da luta de classes. Entendemos
como classe os setores explorados ou
oprimidos da sociedade, que estão em
relação periférica para com quem detém
poder econômico, político ou cultural,
por exemplo. Nossa sociedade é fundada
e mantida sobre contradições e
conflitos constantes entre os de baixo, a
classe explorada, e a classe dominante,
opressora. É somente lutando ativamente
pelos interesses e objetivos de todos os
povos oprimidos que podemos alcançar
verdadeira mudança social. Assim, entendemos
o feminismo, o anti-racismo e
demais formas de combate às opressões
como movimentos sociais e que essas
lutas precisam estar enraizadas em toda
organização popular.
Acreditamos que a garantia, manuten-
ção e conquista de nossos direitos acontece
não pela boa vontade dos governos,
mas sim pelo acúmulo de força social
obtido pelos movimentos sociais e pelas
lutas do povo oprimido. Portanto,
apostamos no fortalecimento
destes em oposição à disputa
eleitoral. Entendemos ainda que
lutar por esses direitos não é aceitar
migalhas do Estado, mas sim garantir
melhorias na qualidade de vida que o
povo oprimido precisa para já.
Nossa perspectiva sobre as eleições
no Estado é de que as urnas não
são suficientes para reparar a
desigualdade. Outra eleição, outra
cerimônia de posse e a persistência de
problemas antigos. O tempo passa e as
dificuldades permanecem as mesmas
ou são agravadas. Os representantes
que elegemos não defendem nossos
interesses, os serviços públicos não são
de qualidade e não alcançam toda a população.
Diante de tantas injustiças, o
Coletivo Quebrando Muros se organiza
para participar da luta pelos direitos
que são roubados de nós. Acreditamos
que essa luta deve ser construída pela
população e que somente o povo pode
decidir pelo povo, pois somos nós que
vivenciamos as urgências em nosso
cotidiano.
Surgimos na Universidade ao percebermos
que o Movimento Estudantil
também era hierárquico e autoritário,
mas entendendo que é necessário compô-lo
para lutar, por exemplo, por melhorias
na qualidade de ensino, maior
acesso e condições de permanência.
Buscamos estar inseridos no máximo de
lutas possíveis, somando força contra
a exploração e a opressão. Procuramos
inserção para influenciar a organização
popular, necessária para a luta contra a
injustiça, afim de que ela seja autônoma
e combativa.

Só a força do povo unido e organizado
pode quebrar os muros que
construíram ao nosso redor!
https://quebrandomuros.files.wordpress.com/2017/08/a-fagulha-12-impressacc83o.pdf

https://quebrandomuros.wordpress.com/2017/08/23/a-fagulha-no-12-agosto2017/


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