(pt) Coordenação Anarquista Brasileira Luta Social #2 - OS MASSACRES CONTINUAM! -- LUTA E REPRESSÃO NO CAMPO

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Domingo, 20 de Agosto de 2017 - 07:51:56 CEST


19 de abril de 2017: na semana em que se completam 21 anos de Massacre de Eldorados dos 
Carajás, no sudeste paraense, nove trabalhadores rurais são assassinados por um grupo 
conhecido como "os encapuzados", em Colniza/Mato Grosso - MT. A região é cobiçada há 
tempos pelos fazendeiros que contratavam capangas para expulsarem as famílias, matar quem 
encontrasse no caminho e, assim, invadir suas terras. ---- 20 de abril de 2017: Indígenas 
e entidades de diversas regiões do país reúnem-se na Praça do Compromisso em Brasília-DF, 
em um ato inter-religioso de memória e homenagem a um lutador que fora tombado há 
exatamente 20 anos atrás; Galdino Pataxó Hã-Hã-Hãe, originário da Terra Indígena Caramuru 
Catarina Paraguassu no sul da Bahia. ---- O episódio de crueldade constituiu uma 
verdadeira atrocidade que apenas um Estado racista e conivente explica e se justifica.

Jovens da classe média brasiliense atearam fogo ao seu corpo. Jovens que hoje seguem suas 
vidas como se nada tivesse acontecido, pois foram sentenciados pela Justiça burguesa 
Brasileira, "cumpriram sua pena". E assim a vida segue...menos para Galdino e seus parentes.

OS MASSACRES
CONTINUAM!
LUTA E REPRESSÃO NO CAMPO

30 de abril de 2017: um massacre contra o povo
indígena Gamela é perpetrado por jagunços a
mando de fazendeiros da região de Viana, MA.
O saldo foi dois indígenas com as mãos decapitadas,
cinco baleados e 13 feridos a golpe de
facão e pauladas. O massacre é parte da reação,
já anunciada e denunciada pelo Povo Gamela,
dos latifundiários contra a retomada dos territórios
tradicionais Gamela na região; incitados
por deputados federais ruralistas da região. Capangas dos fazendeiros se mobilizaram
num ataque orquestrado há muito por esses grupos; com todo o aval de um governo
dito "socialista", Flavio Dino do PC do B, que ainda tenta lavar as mãos do episódio e
isentar-se da responsabilidade.
24 de maio de 2017: na cidade de Pau D´Arco no
Pará, ocorreu o mais recente massacre contra os
povos do campo. Uma mulher e nove homens são
assassinados com requintes de crueldade. Dessa
vez, não se trata de "os encapuzados", mas da
própria Polícia Militar e Civil do Estado. Poucos
dias após o ocorrido, o sindicato da Polícia tem
a ousadia de convocar um ato público em solidariedade
aos policiais envolvidos no massacre!
Contudo, engana-se quem acha que isso foi suficiente
para fazer as famílias desistirem da luta!
No dia 13 de junho, os/as trabalhadores/as voltam a ocupar o local do Massacre, com
inchadas e facões, não se resignam! Não falta coragem para buscar reerguer o que fora
destruído, construindo acampamento nas vias da Fazenda Santa Lúcia em Pau D'Arco,
na luta pela terra!
Um dia depois, 14 de junho de 2017, atos em Mato
Grosso do Sul e Paraná relembram um ano do Massacre
de Caarapó-MS. Massacre no qual foi assassinado
Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, em uma mega-operação
com retroescavadeira e mais de 300 fazendeiros
e seus capangas. Na defesa da retomada do
Território Guarani-Kaiowá, um companheiro tomba e
seu sangue originário é derramado.
Não serão esquecido/as! Nem o Estado perdoado!
http://federacionanarquistauruguaya.com.uy/wp-content/uploads/2017/08/Luta-social-n2-A2-FINAL-v2-1.pdf


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