(pt) Coordenação Anarquista Brasileira Luta Social #2 - NOTA - COMO UM SINDICATO APARELHADO E BUROCRATIZADO NO SE MANTÉM PODER?

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Sexta-Feira, 18 de Agosto de 2017 - 07:18:12 CEST


São Paulo, 25 de maio. Eleições para Direção, Conselho Estadual e Conselhos Regionais da 
Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). Há pelo 
menos três décadas no poder e em meio a críticas e generalizada insatisfação da categoria, 
a gestão da Articulação Sindical foi reeleita, com Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel) - 
da Chapa 1, composta pela CUT/CTB - na presidência, já em seu 5º mandato desde 1999. Como 
uma gestão tão criticada se mantém no poder? A resposta, testemunhamos nesta última 
eleição: através de intimidação e fraude eleitoral. ---- Exemplos não faltam: manipulação 
de atas e votos das urnas na subsede Sudeste-Centro; invasão violenta com bate-paus da 
Chapa 1 em Guarulhos; ---- ameaças físicas a inúmeros mesários, fiscais e candidatos; e 
escolas de candidatos da oposição que deixaram de receber urnas de votação por conta de 
veículos de transporte "avariados", alegados problemas de saúde dos motoristas destes e 
erros no trajeto - curiosamente, as urnas destinadas às outras escolas não enfrentaram 
semelhantes contratempos.

Mais uma vez, venceu o modelo de sindicalismo
gângster, aparelhado e burocratizado.
Venceu com ele, um modelo político eleitoreiro,
atrelado ao Estado e defensor da conciliação de
classe, em detrimento da independência e do interesse
das trabalhadoras e trabalhadores.
Em contraposição a este modelo falido
desde seu surgimento, a Resistência Popular
Sindical-SP defende a independência de classe e
democracia direta de base porque vemos nestas
a única via de luta da categoria e da classe trabalhadora
por seus legítimos interesses. Para tanto,
propomos a descentralização do poder decisório,
a organização pelos locais de trabalho,
a participação real de delegados sindicais, a rotatividade
de delegados, a constante renovação
de militantes de base e a regularidade das assembleias
e demais instâncias. Ressaltamos,
portanto, a necessidade de trazer novamente ao
sindicalismo o horizonte de poder popular, de
solidariedade e perspectiva classista.

http://federacionanarquistauruguaya.com.uy/wp-content/uploads/2017/08/Luta-social-n2-A2-FINAL-v2-1.pdf


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