(pt) Coordenação Anarquista Brasileira Luta Social #2 - GREVE GERAL PARA DERROTAR A RETIRADA DE DIREITOS! -- RUMO AO PODER POPULAR!

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Quinta-Feira, 17 de Agosto de 2017 - 08:15:51 CEST


Da primeira grande greve geral até 2017, passaram 100 anos. Durante todo esse percurso, 
Estado e patrões nunca engoliram a diminuição de sua taxa de lucro pela conquista dos 
direitos sociais. A ascensão de Temer e toda sua corja golpista (com a chancela do 
PT/PCdoB e as entidades sindicais pelegas e burocratizadas) significou um golpe nesses 
direitos adquiridos com muita luta e luto por milhares de companheiras e companheiros 
presos e tombados. ---- O campo utilizado para a eliminação desses direitos foi exatamente 
aquele no qual a classe oprimida, historicamente, sempre foi derrotada, a saber: o 
parlamento burguês e o judiciário. Basta observarmos por qual via estão "reformando" a 
Previdência, liberando o trabalho terceirizado e criminalizando os movimentos sociais. 
---- Para isso, um instrumento foi central e determinante: a ação direta.

Seja fazendo greves, ocupando terras,
fechando rodovias. Foi parando a circulação
do dinheiro dos capitalistas que se
abriram os caminhos para os direitos dos
trabalhadores. É isso que devemos apontar
quando nos oferecem as eleições diretas
como alternativa. É preciso jogar uma pá

de cal e enterrar de vez a democracia representativa.

Os últimos acontecimentos da Operação Lava Jato ligaram a cúpula do PMDB e do PSDB,
através do golpista Michel Temer e do presidente dos tucanos Aécio Neves (Senador da 
República), ao esquema de propinas da JBS - a maior indústria de proteína processada do 
mundo. Instalou-se um clima de queda iminente de Temer e rapidamente a república se viu 
discutindo os processos de transição pós-governo golpista. De um lado, a burguesia, 
procurando se repactuar, aponta uma saída por dentro das instituições do Estado através de 
uma eleição indireta via Congresso Nacional para dar continuidade aos ajustes fiscais e às 
reformas antipopulares, garantindo, com isso, a continuidade da acumulação ampliada de seu 
capital. Por outro lado, a esquerda eleitoreira e oportunista joga peso numa provável 
eleição direta para o legislativo e o executivo. Aposta todas as fichas numa possível 
vitória da frente popular. O mais do mesmo da democracia representativa.

Existe uma terceira margem neste grande rio da conjuntura brasileira?

Acreditamos que sim. E ele deve unir o conjunto da esquerda combativa e revolucionária em 
torno de uma unidade pela ação direta das massas. Provocar um acúmulo de forças pela greve 
geral.
Uma greve construída desde a base buscando a horizontalidade em sua construção.
Só assim poderemos derrotar este
governo do capital e os reformistas que
lhe dão sustentação. Só cruzar os braços
também não basta. É preciso construir
um ambiente de participação ocupando
as fábricas e os campos. Desenvolver
uma mística e uma metodologia capaz
de tomar o processo produtivo radicalizando
a autogestão econômica. Por
outro lado, é preciso aumentar o descrédito
dos políticos profissionais potencializando
os canais de participação
política direta para nosso povo. Fazer
entender através de nossa ação que a participação política não se dá de quatro em quatro
anos. É sim na ação cotidiana que organizamos nossa classe.

http://federacionanarquistauruguaya.com.uy/wp-content/uploads/2017/08/Luta-social-n2-A2-FINAL-v2-1.pdf


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