(pt) [Venezuela ]Pronunciamento Anarquista Contra a Carta Democrática Interamericana e o Estado By A.N.A. (en)

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Terça-Feira, 25 de Abril de 2017 - 09:08:17 CEST


Gargantas Libertárias ---- Venezuela apresenta atualmente uma das piores crises da 
história, onde como de costume o povo ficou como vítima dos titeriteiros que manejam 
nossas circunstâncias e nossas condições de vida fazendo cada vez mais difícil o simples 
fato de existir, frente a tudo isso, e o que o status quo aqui não menciona, nós como 
anarquistas venezuelanos necessitamos fixar uma postura e expressar publicamente nossa 
opinião. ---- 1. Rechaçamos a aplicação da Carta Democrática Interamericana e sustentamos 
que pelo mecanismo que encerra, é um ato onde os mesmos Estados violadores dos Direitos 
Humanos, autoritários e corruptos serão os que condenarão seu semelhante, (neste caso, 
será o Estado mexicano atualmente administrado por Peña Nieto, país das fossas comuns? Ou 
o Estado chileno, especialista em reprimir manifestações dos povos mapuches? Ou o Estado 
argentino de Macri, onde se violam direitos trabalhistas? Ou sem ir muito longe Estados 
Unidos? - que decidirão por nós impondo-nos suas decisões e perpetuando a estrutura estatal.

Como anarquistas vemos que historicamente isto não significou uma mudança substancial na 
política mais além de uma mudança de caudilho, a Carta não elimina aos corpos repressivos, 
nem elimina ao Estado Capital, não se veem refletidos os problemas sociais, com isto 
podemos dizer que não vimos a ênfase da comunidade internacional contra o Arco Mineiro do 
Orinoco (AMO) que condena a mineração a céu aberto, ao 12% do território nacional rico em 
biodiversidade, cheio de história de luta e firmeza de muitos povos indígenas. Nos 
preocupa que mais além dos argumentos de uns e outros, como população não conheçamos os 
novos limites aos que estaremos sujeitos e assim a comunidade internacional possa se valer 
para intervir militarmente no país, como uma pós-cons equência da aplicação da Carta.

Venezuela ficaria oficialmente condenada internacionalmente e isto geraria uma série de 
relações não convencionais, unidas aos problemas que já vivemos, como por exemplo, a 
escassez, o alto custo de vida, a impunidade, a contaminação da água, entre outros. Há 
muito tempo que o Estado venezuelano viola os Direitos Humanos e isso não impediu que as 
transnacionais viessem a obter lucros exorbitantes, não lhes importou a 
constitucionalidade desde que pudesse desenvolver seus projetos extrativistas ainda que 
violand o suas mesmas leis burguesas, com isto podemos evidenciar que a moral democrática 
e jurídica para ele não é mais que uma falácia. É aí onde se tira a máscara ao Estado e ao 
capitalismo. Depois da aplicação da Carta, como serão as relaç& otilde;es das 
transnacionais com o novo governo atual? Temos certeza de que seguirão acordos, estas 
relações pós-Carta democrática se podem demonstrar com o exemplo da primeira Carta 
aplicada na história, impulsionada por Alejandro Toledo em sua gestão como presidente, 
assim como perpetuou o IIRSA firmado por Fujimori, assinou novos acordos com 
transnacionais mineiras exonerando-as de impostos e reprimindo comunidades campesinas que 
se opunham.

2. Nossa posição contra a Carta democrática não significa que apoiemos ao governo atual, 
pensamos que o oficialismo, a MUD, e demais partidos políticos são múltiplas formas com o 
mesmo fundo, ainda que seus discursos sejam desenvolvimentistas ou progressistas, nenhum 
mostra uma verdadeira alternativa autônoma contra o capitalismo e por consequência do 
extrativismo, a maioria abriga repressores, justificam o militarismo, o clientelismo 
político e a m aioria ver como prioridade o pagamento das dividas externas, sem se 
importar como tudo isso tem sido os principais problemas que agravaram a situação de 
extrema necessidade e de subordinação na população.

O anarquismo como ideal rechaça ao Estado em todas as suas formas, sem exceção, não se 
submete ao que desde as estruturas de poder se impõe sobre a população. Ver na democracia 
uma forma de capitalismo, ou seja, o melhor produto, que neste caso seria o "melhor" 
caudilho, para que as pessoas por vontade própria o compre, ou neste caso vote pelo mesmo 
e lhe pague o salário.

3. Como anarquistas defendemos pela realização de uma Federação de Comunas Autônomas cuja 
meta é uma sociedade horizontal, sem coação, autônoma e autogerida, acionando desde a 
cotidianidade junto a movimentos sociais que choquem contra as estruturas de poder, e 
manifestações populares que reivindiquem os direitos das classes marginais e oprimidas.

Assinam: Editores de Gargantas Libertárias

Referências Bibliográficas:

* Almagro sobre el senado de E.E.U.U. 
http://www.eluniversal.com/noticias/politica/almagro-agradece-apoyo-del-senado-eeuu-carta-democratica-para-venezuela_641892

* Comando Sur de EEUU: Situación de Venezuela podría obligar a una respuesta regional 
inmediata

http://reporteconfidencial.info/movil/noticiamovil.php?id_n=3294155

* Implicaciones del IIRSA en Venezuela

https://noticiasyanarquia.blogspot.com/2016/11/las-implicaciones-de-iirsa-en-venezuela.html

* Fujimori y el IIRSA

http://larepublica.pe/impresa/politica/849754-fue-fujimori-quien-suscribio-iirsa-con-brasil-en-el-2000

* "Durante el gobierno de Alejandro Toledo (2001-2006), se suscribieron otros cinco 
contratos de estabilidad y se otorgó el beneficio de exoneración tributaria proreinversión 
a la minera Buenaventura por su proyecto Cerro Verde"

http://www.ipsnoticias.net/2010/01/mineria-peru-negocio-millonario-y-exonerado-de-impuestos/

* Biodiversidad explotada y campesinos reprimidos durante la gestión de Toledo:

http://orosucio.madryn.com/articulos/06_10_11.html

Fonte: 
https://gargantas-libertarias.blogspot.com.br/2017/04/pronunciamiento-anarquista-contra-la.html

Tradução > KaliMar

https://gargantas-libertarias.blogspot.co.il/2017/04/pronunciamiento-anarquista-contra-la.html


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