(pt) Opinião Anarquista da FARJ: CONTRA O GOLPE NOS DIREITOS E A FARSA ELEITORAL!

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Sexta-Feira, 9 de Setembro de 2016 - 10:30:09 CEST


Trazemos uma opinião anarquista que foi distribuída no Grito dos Excluídos de 2016. ---- 
Contra  farsa eleitoral e o golpe de direitos, só a luta popular decide! ---- O desfecho 
do golpe entre os poderosos que depôs Dilma Rousseff, marca o fim do chamado ciclo 
“neo-desenvolvimentista”, comandado pelo PT. A crise e a instabilidade política no andar 
de cima, junto às disputas de poder e aos interesses do capital nacional e internacional, 
criaram um momento extremamente oportuno para um golpe político, jurídico e midiático em 
cima do PT por parte da elite brasileira, capacho dos interesses do mercado internacional. 
---- O PT governou com a aliança de setores oligárquicos da direita entrou na vala comum 
dos conchavos, lobbies, propinas, caixa dois. Fez uma política econômica que beneficiou o 
sistema financeiro e dos grandes capitais e atendeu com programas sociais os mais pobres.

No entanto, deixou intactas as estruturas
de concentração da riqueza
e do poder, além de ter destinado
boa parte dos orçamentos para
o pagamento da dívida pública.

No governo petista a reforma agrá-
ria praticamente parou (governo
Dilma foi o que menos assentou
desde FHC) e o agronegócio impôs
seu modelo mortal aos povos
indígenas. Ou seja, os chamados
“avanços” tiveram um preço alto
para o país, em que a barriga dos
poderosos ficou mais cheia ainda.

O resultado da engenharia de
poder montada pelo PT foi um
golpe parlamentar que se criou
nas oportunidades que o PT deu à
direita oportunista. É fundamental
não esquecer que o o ajuste (que
chamamos de golpe nos direitos)
começou a ser implementado
ainda dentro do governo petista.

O ajuste fiscal iniciado pelo PT/
PMDB agora é aprofundado pelo
PMDB/PSDB.O governo Temer já
afirmou que “tudo que for possível
será privatizado” e o que vem pela
frente é uma nova onda de agressões
aos direitos da classe trabalhadora.
No nosso estado, o povo está
pagando a conta das Olimpíadas e
das isenções milionárias dadas a empresas
pelo governo do PMDB, aliado
histórico do PT/PCdoB no Estado.
A população negra e as favelas
sofrem com a política racista e genocida
das UPP’s e a educação e saúde
estão totalmente precarizadas.

Os 14 anos de hegemonia do projeto
democrático-popular chegam
à sua saturação final. Esse foi o
“triste fim do governismo”,
dos acordos com Kátia Abreu, Sarney
e o que há de pior na política
nacional. Deslocado do aparato
estatal, os quadros petistas trazem
aos movimentos a ilusão de que o
golpe operado pelos setores reacionários
não tem nenhuma relação
com as práticas deformadas com
que o PT se enroscou. Preparam
assim, a tentativa de antecipar as
eleições de 2018 para formular
um novo pacto social com
a burguesia e que novamente
pretendem utilizar os movimentos
e sindicatos, como escada para o
mesmo projeto político viciado.

Entendemos que nossa tarefa na
atual conjuntura deve ser resistir
ao ataque aos direitos e denunciar
de todas as formas possíveis
a farsa eleitoral, que não oferece
solução para a atual crise.
Nesse jogo de cartas marcadas
das eleições não existe uma op-
ção que protege nossos direitos.

Nossa opção só pode ser romper
com a prática de atrelamento
dos movimentos sociais e sindicatos
à burocracia, a agenda
eleitoral e ao parlamentarismo
e combater a política dos poderosos
com o envolvimento e a ação
direta coletiva. Resgatar as práticas
e a cultura combativa de democracia
direta e de base, para desde
já construirmos poder popular!

A hora é de reafirmar a independência
de classe dos trabalhadores
contra o ajuste econômico; é hora
de se opor ao sistema corrupto de
representação da política burguesa,
com a democracia de base das organizações
populares; é hora de generalizar
a luta pelas ruas, greves e
ocupações fora dos controles burocráticos
e dos cálculos eleitoreiros.

Por isso, convidamos todas e todos
a construírem uma outra forma
de fazer política. Uma política
que rejeita a farsa eleitoral
e que construa o poder do
povo fora das urnas, a partir de
sua organização nos bairros,
nos assentamentos, nas escolas
e nos locais de trabalho.

Contra a farsa eleitoral
e o corte de direitos.
Só a luta popular decide!

https://anarquismorj.wordpress.com/2016/09/07/opiniao-anarquista-da-farj/


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