(pt) juventudes libertarias madrid: Que a desobediência se espalhe -- Morram as greves domesticadas (e a domesticação) (ca, en)

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Sábado, 29 de Outubro de 2016 - 16:25:32 CEST


No reino da obediência tudo se repete, tudo se reproduz. Repetem-se o tédio e a rotina na 
sala de aula, no bairro ou no trabalho. E neste triste panorama, em que até as ferramentas 
de luta e ruptura da normalidade, tais como as greves, têm sido domesticadas, a obediência 
manda sem oposição. ---- Obediência é o Sindicato de Estudantes e as suas greves de um 
dia, que só servem para, face à imprensa, justificarem o seu papel traidor. Obediência 
enlatada é o que nos oferecem todas as organizações juvenis e estudantis (mas, sobretudo, 
senis) de carácter marxista, esperando poder ocupar o papel do Sindicato de Estudantes. 
Obediência é lutar pelas cadeias, querendo mudar as suas argolas, mas mantendo intacta a 
sua opressão: isso é o que significa lutar pela escola pública, pela educação do Estado, 
pela educação do empresariado e pelas suas necessidades.

Ataquemos a vida domesticada com que os empresários, os políticos (de qualquer partido) e 
os líderes estudantis nos brindam. Passemos por cima de partidos políticos e sindicatos. É 
hora de atacá-los e varrer a todos, não para estudar ou trabalharmos mais dignamente, mas 
para varrermos a opressão, a desigualdade e o tédio das nossas vidas. Acabemos com a 
escola, o trabalho e o mundo que dele precisa.

Estendamos a revolta dirigindo-a directamente contra o Estado e o Capital. Recuperemos a 
greve como um ponto de ruptura completa e ponto de encontro na luta dos explorados e 
exploradas, de forma a proclamarmos o fim da obediência.

Não às greves domesticadas, nem à domesticação!

Fim da obediência!

Juventudes Libertárias de Madrid
[1] 
https://juventudeslibertariasmadrid.files.wordpress.com/2016/10/que-cunda-la-desobediencia.pdf


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