(pt) CALC: TODO APOIO À OCUPAÇÃO DA UFFS EM LARANJEIRAS DO SUL-PR E DA UEA EM TEFÉ-AM! VIVA A LUTA AUTÔNOMA INDÍGENA, RIBEIRINHA E CAMPONESA ESTUDANTIL!

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Domingo, 23 de Outubro de 2016 - 14:03:01 CEST


No dia 11 de outubro de 2016, os estudantes do campus da Universidade Federal Fronteira 
Sul, em Laranjeiras do Sul, sudoeste paranaense, ocuparam o campus da instituição em 
protesto contra a PEC 241, contra a reforma no ensino médio (MP 746) e em solidariedade ao 
movimento de ocupação de escolas. Esta foi a primeira instituição federal a ser ocupada no 
Paraná. ---- A PEC 241 que está para ser votada em 2º turno na Câmara e depois encaminhada 
para o Senado Federal nas próximas semanas, institui um teto para os gastos públicos do 
estado. O governo enxerga direitos sociais como despesas, saúde e educação que 
teoricamente deveriam ser as últimas coisas a serem cortadas, são as primeiras. 
Especialmente, o atual ministro da educação, Mendonça Filho, tem seus compromisso a honrar 
com as empresas de educação que financiaram suas campanhas em eleições passadas, abrindo 
espaço para a iniciativa privada do campo educacional crescer, precarizando a educação 
pública, mais ainda.

UFFS  e UEA de luta!

UFFS, um espaço de formação de futuros trabalhadores e trabalhadoras do campo, 
professores(as), camponeses(as) e outros profissionais, já nasce dentro do assentamento 
Oito de Junho, do MST, dentro da luta dos movimentos sociais do campo pela educação 
pública. E não poderia estar de fora das lutas contra os ataques do lobby empresarial da 
educação nessa conjuntura política nacional acirrada.

Faixa em Kaingang: " Nós enquanto indígenas não queremos aceitar a PEC 241´´.

A frase em língua Kaingang representa bem a presença da juventude destes povos originários 
em movimento. Povos estes que são historicamente alvo de ações colonizadoras, seja pelas 
políticas do Estado ou por outros atores da sociedade branca como congregações religiosas. 
A presença da juventude indígena na universidade é um exemplo claro da busca por uma 
educação que respeite seus modos de vida. Mesmo em espaços da cultura 
branca-ocidental-cristã, os povos originários lutam pelo reconhecimento de seus saberes e 
de seus territórios. Territórios estes que são atacados, de forma a criar mais barreiras e 
negar um acesso digno à educação pública aos povos indígenas.

Em Tefé-Amazonas, na bacia do Médio Solimões, estudantes ribeirinhos da Universidade do 
Estado do Amazonas (UEA), maior universidade multi campi do Brasil, ocuparam no dia 17 de 
outubro, o CEST (Centro de Estudos Superiores de Tefé), também reivindicando a imediata 
anulação da PEC 241 e contra a precarização do ensino no interior do estado. Bolsas de 
pesquisa e extensão e a permanência estudantil são as grandes pautas locais dos ribeirinhos.

(Estudantes ribeirinhos de tefé ocupam CEST-UEA)

Na semana passada, estudantes secundaristas Guarani-Mbya manifestaram seu repúdio à medida 
provisória 746/16. Dialogando e participando de oficinas e rodas de conversa, demonstraram 
seu apoio à luta das escolas públicas ocupadas. A escola de sua comunidade, chamada 
Araca-i, em Piraquara, já é uma escola ocupada por eles. E não é de agora. A comunidade e 
os estudantes guaranis utilizam a escola como parte da comunidade.

Somente a ação direta realizada pelos estudantes irá garantir a revogação dessa reforma 
autoritária no ensino médio. Mobilizar e ocupar as escolas é o caminho! Pressionar o 
governo Temer para recuar!

(Estudantes Secundaristas Guarani-Mbya em atividades na Escola Ocupada Arnaldo Jansen em 
São José dos Pinhais).

Kaingangs mandam o recado

Ao mesmo em tempo que se inicia o movimento grevista dos trabalhadores(as) da rede 
estadual de educação do Paraná, um grupo de kaingang ocupou (sem interrupção do 
expediente) a regional da Secretaria de Educação em Pato Branco. Ao mesmo tempo em que 
acontecia a ocupação do Núcleo Regional de Laranjeiras do Sul, contra a PEC 241 e a MP 
746/16 e o cacique kaingang Miguel Alves ainda mandou um recado para os fura-greve:

"Quero dar um recado para esses professores, que são uns covardes, que não vem aqui 
participar da greve. Não defendem nem sua classe. Falta de vergonha para os professores 
que estão aí nas escolas defendendo seu emprego e não vem aqui na greve defender o próprio 
salário".

Assinam:

Coletivo de Articulação de Rádios e Comunicação Popular Indígena,

Coletivo Rádio Gralha e

Coletivo Anarquista Luta de Classe (CALC)/CAB

https://anarquismopr.org/2016/10/17/todo-apoio-a-ocupacao-da-uffs-em-laranjeiras-do-sul-pr-e-da-uea-em-tefe-am-viva-a-luta-autonoma-indigena-ribeirinha-e-camponesa-estudantil/


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