(pt) Canadá, Manifestação do 1º de Maio e festa de rua em Hamilton, Ontário

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Sexta-Feira, 27 de Maio de 2016 - 09:54:06 CEST


No primeiro de maio, anarquistas e anticapitalistas de Hamilton se reuniram no Beasley 
Park para uma marcha e uma festa de rua. O clima estava frio e chuvoso, então o público 
foi abaixo dos anos anteriores, mas nós tínhamos muita energia e por alguma razão, a 
polícia foi muito menos intransigente do que eles costumavam ser (o primeiro de maio 
tendia a ser um pouco mais conflituoso no passado), o que com certeza é melhor assim. ---- 
Nós tomamos as ruas e marchamos ao norte em direção ao Barton Jail. Houve uma fala 
destacando o papel que a prisão desempenha na sociedade e como na prisão os gananciosos 
agentes penitenciários ratos bastardos vêm usando as muitas mortes devido às más condições 
lá como moeda de troca nas suas negociações com a província.

Nós então marchamos a oeste para a James St N, o coração da gentrificação em Hamilton, 
detonando bombas de fumaça, espalhando adesivos e rindo dos hipsters surpresos dando uma 
pausa em seus hambúrgueres de $20 para assistir ao protesto. Um manifestante destacou em 
sua fala o trabalho da “Hamilton Tenants Solidarity Network”, que está enfrentando os 
despejos através da cidade e apoiando-articulando moradores inquilinos contra as remoções.

Pela James abaixo e a oeste na King fomos levados ao edifício Elle Fairclough, lugar de 
muitos serviços de assentamento para refugiados e outros imigrantes. Manifestantes 
descreveram em suas falas a organização de solidariedade política e apoio aos imigrantes 
na cidade, falaram sobre os esforços de base para fazer os serviços municipais disponíveis 
para todos e continuar a pressionar o governo federal a seguir permitindo que refugiados e 
os membros de suas famílias se estabeleçam no Canadá.

A marcha seguiu ao redor da quadra e de costas ao Gore Park para um discurso em frente à 
“amável” estátua da Rainha Vitória escavando seus crimes imperiais, a natureza colonial do 
Estado canadense e o que a soberania e a autonomia indígena significariam.

Finalmente nós marchamos de volta ao Beasley Parque depois de duas horas para uma grande 
refeição, cortesia do “Hamilton Food Not Bombs”, uma loja livre, performances musicais de 
Mother Tareka, Lee Reed e Marshia Celina, poemas de Klyde Broox e apresentação de um 
anarquista sírio sobre o apoio à revolução na Síria.

A.

Tradução > Mateus Brandão


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