(pt) Holanda aga msterdam: Haia: Prisão por suspeita de espalharo Anarchist Wallpaper

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Quinta-Feira, 5 de Maio de 2016 - 11:06:48 CEST


Na última noite de domingo (24 de abril), uma pessoa foi presa em Haia sob suspeita de 
estar colando o The Anarchist Wallpaper. Ele está sendo condenado por instigação contra 
autoridade, por incitação à violência e pela colagem de um cartaz. Na quinta, a pessoa que 
foi presa será levada ao juiz, que decidirá se irá libertá-lo ou transferi-lo para a 
prisão preventiva. ---- Na semana passada, anarquistas espalharam centenas de cópias do 
Wallpaper pelos bairros Transvaal e Schilderswijk e em outros lugares da cidade. A 
primeira edição do Wallpaper é sobre a insurreição ocorrida ano passado na área de 
Schilderswijk, onde milhares de pessoas se rebelaram durante dias contra a polícia e o 
Estado depois do assassinato de Mitch Henriquez, que foi estrangulado até a morte pela 
polícia. Henriquez foi mais uma vítima da violência da força policial racista de Haia. 
Passados muitos meses desde a insurreição, a polícia continua caçando os rebeldes do verão 
passado.

Agora que alguém está preso novamente, e parece que a acusação está muito ansiosa para 
mantê-lo o maior tempo possível sob a suspeita de espalhar um cartaz, expressar a nossa 
solidariedade é a única coisa que podemos fazer. Solidariedade através da ação.

Chega de repressão! Solidariedade aos prisioneiros! Abaixo a polícia e o Estado! Vida 
longa à anarquia!

Abaixo, o artigo principal do Anarchist Wallpaper:

Abaixo os policiais e o Estado! Vida longa à revolta!

Sobre a revolta de Schilderswijk

No verão de 2015, uma revolta abalou o Schilderswijk, em Haia. Uma revolta contra a 
repressão e o racismo diários da polícia. Contra a sufocante realidade da exploração e do 
desemprego. Uma revolta daqueles que decidiram romper com a normalidade da repressão do 
Estado. As mesas viraram e os policiais foram expulsos das ruas. O assassinato de Mitch 
Henriquez, outro assassinato racista da polícia, foi o que provocou a revolta. Não vamos 
esquecer, não vamos perdoar!

Os políticos, a mídia, as mesquitas e todo tipo de iniciativas de bairro descreveram a 
revolta como um tumulto trivial, como um ato criminoso cujos perpetradores tiveram que ser 
punidos severamente. Não acreditem neles; nessas organizações que vivem de subsídios 
estatais, naqueles que querem fazer avançar sua própria agenda à custa dos oprimidos, 
naqueles que vendem os oprimidos a fim de serem capazes de se juntar àqueles que estão no 
poder. Que essas pessoas são oprimidas em bairros como o Schilderswijk, isso é óbvio. Não 
estão sendo empregadas por conta de seu nome, ou exploradas com um salário baixo, enquanto 
os patrões, as grandes empresas, os políticos e os bancos só ficam cada vez mais ricos.

A política de bode expiatório que está integrada ao Estado é a de culpar pessoas de cor 
pela pobreza, pelos problemas de habitação e pelas medidas de austeridade, apenas para 
fazer as pessoas desconfiarem umas das outras. Mas refugiados, marroquinos e surinameses 
não são as causas desses problemas. O verdadeiro problema é o Estado e seus políticos, que 
se importam apenas com os patrões e as grandes empresas, e a polícia, que quer proteger 
isso a qualquer custo.

A revolta do verão de 2015 não foi um tumulto trivial. Ela foi uma revolta legítima contra 
tudo que nos oprime. Foi uma revolta contra a polícia que nos aterroriza nas ruas. Contra 
o incessante controle da CCTV, as verificações de identidade e a assim chamada política de 
“tolerância zero” que só se vê nos bairros pobres. Foi a revolta de uma comunidade que 
recusa-se a continuar sendo dividida por jogos políticos. Por muitos anos viemos pedindo 
mudança, mas ninguém quis nos ouvir; a única opção que restou foi a de rebelar-se. Pela 
nossa dignidade, pela nossa existência.

Aqueles que se revoltaram e se recusaram a curvar-se à repressão são aqueles que não 
perderam sua dignidade. São precisamente essas pessoas que oferecem esperança para um 
futuro diferente e melhor. Que esse seja um verão quente!

Abaixo os policiais e o Estado! Vida longa à revolta! Vida longa à anarquia!

Autônomos de Haia

Tradução > Jorge Holanda

http://www.agamsterdam.org/2906-2/


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