(pt) Federação Anarquista Cabana [FACA] - NOTA CONTRA CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

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Terça-Feira, 19 de Janeiro de 2016 - 10:56:06 CET


A vem por este publicar nota de repúdio a condenação de militantes dos movimentos sociais 
no sudeste paraense. ---- É com todas nossas forças que nos solidarizamos com a luta das 
companheiras e companheirosdo Sudeste paraense que enfrentam mais uma batalha contra os 
grandes projetos instalados na Amazônia. Euvanice de Jesus Furtado, Roquevam Alves da 
Silva (Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB) e Roger Balieiro Veiga foram 
condenados a prisão por acusações arbitrárias exercidas pelas estratégias dos agentes de 
dominação desse sistema. Clausurar aquelas e aqueles que se erguem contra a estrutura 
social perversa, só fortalecerá a união dos de baixo. ---- Acusa-los e sentencia-los com 
rotulações do ato de “invasão” e o movimento social de “formação de quadrilha” é no mínimo 
um contrassenso. Quem na verdade forma quadrilhas e invadem terras de comunidades 
indígenas e ribeirinhas certamente são as empreiteiras e os governos e seus planos e 
projetos de desenvolvimento para os ricos. Pois é sabido que a política de construção 
hidrelétrica para o Brasil é uma política de subsidio às empreiteiras. Projetos e planos 
escusos são planejados por de baixo dos panos para construção de hidrelétricas, tais 
planos como o pouco conhecido PLANO 2010 (concebido na década de 1980) que de acordo com 
este se todas as hidrelétricas planejadas forem construídas serão inundados 10 milhões de 
hectares (100.000 km2), aproximadamente a área territorial da região do Marajó no estado 
do Pará.

A condenação se deu por causa da manifestação na usina hidrelétrica de Tucuruí em Maio de 
2007. Essa foi uma ação coordenada pelo MAB e foi realizada por famílias atingidas pelas 
instalações do empreendimento, controlado pela Eletronorte, e contou também com outros 
movimentos sociais. Esse é mais um exemplo dessa conjuntura de criminalização dos 
movimentos sociais pelos aparelhos repressivos do Estado, contra companheiras e 
companheiros de luta de diversas localidades do Pará e do Brasil.

O enfrentamento é a única forma que as/os de baixo tem para serem ouvidos, pois as leis 
são elaboradas pelos de cima, para os de cima. As trabalhadoras e trabalhadores, do campo 
e da cidade, cerraremos os punhos e lutaremos ombro a ombro contra as injustiças lançadas 
ao nosso povo.

“em defesa dos direitos dos atingidos e atingidas, em defesa da água e da energia e pela 
construção de um Projeto Popular para o país” MAB.

Federação Anarquista Cabana – FACA

Criar povo forte!

https://faca.noblogs.org/post/2016/01/14/nota-contra-criminalizacao-dos-movimentos-sociais/


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