(pt) Relato da 7ª edição da Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre (RS) By A.N.A.

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Quinta-Feira, 29 de Dezembro de 2016 - 10:04:34 CET


A 7ª edição da Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre iniciou no sábado, 26 de novembro 
de 2016. Com 14 expositores inscritas, com o passar do dia foram se somando à feira 
diversas bancas espontâneas com livros e zines, camisetas, cartazes, sementes e mudas de 
plantas alimentícias para troca e doação, lotando o pátio central da Ocupação Pandorga. 
---- As atividades começaram pela manhã, quando bate-papos agendados para salas 
específicas do espaço aconteceram no próprio pátio da ocupação, envolvendo pessoas 
interessadas, expositoras, organizadoras da feira e membros do coletivo Pandorga. Com o 
passar do tempo a feira foi ganhando mais corpo e mais atividades simultâneas, e assim 
começaram a tomar a ocupação como um todo. Enquanto na Ludoteca, crianças da comunidade 
Cabo Rocha faziam uma oficina espontânea de corte de cabelo, no Cinema se debatia o 
colapso do industrialismo. Em outros espaços rolavam lançamentos de livros, um chamado ao 
confronto à Democracia, a exibição de uma animação dos Estúdio Ghibli e uma oficina de 
Kali (defesa pessoal).

Coletivos anarquistas apresentaram novos lançamentos como o livro Anarquia Viva!, da 
Editora Subta, 42 Formas de Construir Uma Sociedade Liberada Para Além do Capitalismo, da 
AntiEditora e Sacco e Vanzetti, A Vigência da Solidariedade Anarquista. Estava sendo 
lançado também o livro de contos lésbicos "Por todas as vezes que fiz casa no peito de uma 
mulher", de Mariana Diffini.

Na noite do sábado, aconteceram apresentações musicais de Pedro Cassel, Coletivo Visão 
Periférica e Jepotá, terminando com uma sessão espontânea de rap feminista.

O domingo começou abafado repetindo a dose de calor de sábado, mas a previsão de chuva 
intimidava um pouco. Apesar da Ocupação Pandorga ter alguns espaços cobertos, muitos 
outros não tem telhado e a chuva reduziria bastante o espaço da Feira. Mas mesmo com a 
ameaça de chuva havia um número grande de pessoas participando das atividades e visitando 
as bancas. Na hora que caiu o pé d'água, todo mundo conseguiu se abrigar no ginásio da 
Pandorga, desviando das goteiras e enchendo o espa&cce dil;o de energia e 
auto-organização. E assim a feira seguiu até de noite, com bate-papos, intervenções 
teatrais, banquinhas, comida e música compartindo o grande ginásio.

O dia acabou com uma assembleia geral de avaliação e conversa sobre a 7ª Feira do Livro 
Anarquista de Porto Alegre.

Estávamos psicologicamente preparados para lidar com a repressão policial e com a presença 
de provocadores fascistas, mas o que se provou o maior desafio da 7ª FLAPOA foi lidar com 
as diversas crianças da comunidade vizinha à Ocupação Pandorga. Elas queriam visitar a 
feira, correr pelos espaços, vender material (tivemos duas bancas de crianças!). Porém, 
como a galera da Pandorga nos alertou, era necessária uma supervisão constante, tanto para 
que a feira acontecesse (o que era desejo de v&aacu te;rias pessoas adultas) quanto pela 
segurança delas, uma vez que por ser em um complexo que ficou muitos anos abandonado, 
possui diversos pontos interditados, precários e perigosos (inclusive para adultos). 
Durante os dias da feira e também na avaliação final, falou-se muito da falta de espaços 
dedicados às crianças com pessoas voluntárias que se dispusessem a organizar atividades e 
dedicar atenção a elas.

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