(pt) III Encontro regional das organizações do centro-oeste e sudeste da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) Comunicado

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Sexta-Feira, 16 de Dezembro de 2016 - 08:51:10 CET


Primeiramente: Liberdade para Rafael Braga! ---- Foi realizado em terras mato-grossenses o 
III Encontro Regional das organizações do Centro-Oeste e Sudeste da Coordenação Anarquista 
Brasileira (CAB), com a participação da Rusga Libertária (RL, Mato Grosso), a Federação 
Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ, Rio de Janeiro), a Organização Anarquista Socialismo 
Libertário (OASL, São Paulo) e o Coletivo Mineiro Popular Anarquista (COMPA, Minas 
Gerais), que nessa oportunidade se ingressa formalmente na CAB, se juntando aos demais 
estados no desafio de construir um anarquismo forte de norte a sul do país. ---- III 
Encontro regional das organizações do centro-oeste e sudeste da Coordenação Anarquista 
Brasileira (CAB) ---- O encontro foi realizado nos dias 18, 19 e 20 de novembro, em 
ocasião também da comemoração dos 10 anos de Rusga Libertária, organização-chave na 
articulação de nossa regional e na construção de nossa Coordenação nacional, à qual a 
Regional da CAB prestigia e presta as mais sinceras homenagens. Cumpre também destacar o 
aniversário de 7 anos da OASL, no mesmo dia, 18 de novembro, à qual também prestigiamos e 
parabenizamos por sua firme e convicta peleja de construção de nossa ideologia na região 
do estado de São Paulo e no Brasil.

Neste nosso encontro aprofundamos os debates em torno de conjuntura regional, de assuntos 
que envolvem as nossas organizações específicas e das lutas que estamos presentes em 
nossos estados, além de consolidar pontos avançados em torno de organicidade e 
planejamento financeiro em nível regional - pensar em política financeira e seu 
planejamento é parte da nossa própria estrutura organizativa de nos autofinanciarmos, 
mantendo nossa autonomia e independência de classe.

Esse encontro se dá em um momento de crescente ataque aos trabalhadores e ao povo pobre 
por parte dos governos estaduais de nossa regional. Em Mato Grosso, no Rio de Janeiro, em 
São Paulo e em Minas Gerais, políticas de austeridade, de desmonte de direitos garantidos 
e sobretudo de repressão avançam contundentemente. Nossa região é estratégica para grandes 
setores lobistas como o agronegócio, a mineração, a indústria e o setor petrolífero. Neste 
momento em que os ricos tentam nos obrigar a pagar pela crise que não é nossa, tais 
setores pressionam cada vez mais os governos estaduais a pautarem as políticas públicas de 
acordo com suas agendas de exploração e concentração de riqueza, terras e lucro, que só 
são possíveis mediante a austeridade e a carestia de vida de nosso povo.

Em São Paulo se consolida ainda mais a política de vigilância, repressão e de 
arbitrariedade pelo governo tucano. A perseguição aos movimentos sociais por parte de 
Alckmin, do judiciário e da grande mídia se intensifica e a máscara do dito "Estado 
Democrático de Direito" cai, deixando exposta a verdadeira face do Estado como órgão da 
classe dominante, de repressão, de garantia dos interesses dos de cima.

Em Mato Grosso, o agronegócio aumenta sua pressão sob o governador aliado Pedro Taques, e 
a situação do povo do campo, trabalhadoras e trabalhadores, povos originários e 
comunidades tradicionais exige luta e organização popular para barrar essa investida do 
latifúndio e dos grandes produtores de soja e carne de corte. Autodeclarado "seguidor" de 
Alckmin e Perillo, governador tucano de Goiás, Taques está inserido no projeto neoliberal 
de poder do PSDB no país, servindo-se como uma figura importante para sua execução. Sendo 
um dos protagonistas no desenvolvimento do Movimento Brasil Central - movimento que visa 
unir os governos do centro-oeste e do Tocantins para avançar políticas de exportação e 
extração dessa região, além de traçar políticas de precarização e austeridade 
(conjuntamente) para essas regiões, querendo tornar o centro-oeste e Tocantins uma região 
mais forte e independente dos demais estados do Brasil.

O Rio de Janeiro por sua vez vive uma das mais dramáticas situações do funcionalismo 
público: o legado da copa e das olimpíadas foi devastador, conforme denunciávamos em toda 
a nossa luta contra os megaeventos. A política dos de cima faliu o Estado e este quer que 
os de baixo paguem a conta. Além desta situação calamitosa, que exige uma luta 
proporcionalmente radical e intensificada, a política de extermínio dos pobres, pretos e 
favelados continua a todo vapor, visto a última chacina na Cidade de Deus, justamente no 
dia da consciência e luta do povo negro.

Minas Gerais faz a máscara do PT cair mais uma vez: o governador Fernando Pimentel não faz 
questão de esconder sua sede por repressão policial aos movimentos sociais. Casos de 
extrema violência policial no campo e na cidade, em despejos, repressões a atos de 
estudantes, de ocupações e de jovens contra o aumento são comuns em seu governo, marcado 
também pela complacência com a Samarco-Vale, que destruiu Bento Rodrigues, o Rio Doce e 
todo o complexo de vida animal, vegetal e humana que dependia do rio para viver.

É em meio a este contexto hostil que reafirmamos nosso compromisso com a luta da classe 
trabalhadora e das/dos de baixo. A realização deste nosso III encontro possibilitou que 
aprofundássemos questões fundamentais para a nossa articulação regional, amadurecendo e 
aprimorando nossa organicidade, nossa estratégia e nossa leitura de conjuntura, que é um 
passo importante para as lutas mais acirradas que se aproximam. Nossa convicção se 
reanima, nossas organizações e nossa coordenação nacional se fortalecem. Nestes momentos 
de ataques por parte do capital nacional e internacional e por parte dos governos, só a 
organização popular firme e sólida é capaz de promover resistência, luta e justiça para as 
e os de baixo.

Barrar os ataques dos governos estaduais e barrar os ataques do governo federal, como a 
PEC 55 (antiga 241), a reforma trabalhista, a reforma da previdência, a MP do Ensino Médio 
e todo o pacote de maldades contido no "ajuste fiscal"!

Seguimos firmes na peleja de construir Poder Popular e um projeto revolucionário, 
Socialista Libertário, que se faça alternativa classista ao nosso povo!

Não tá morto quem peleia!

Cuiabá, Mato Grosso, 20 de novembro de 2016.

RUSGA LIBERTÁRIA (RL) - MT

FEDERAÇÃO ANARQUISTA DO RIO DE JANEIRO (FARJ) - RJ

ORGANIZAÇÃO ANARQUISTA SOCIALISMO LIBERTÁRIO (OASL) - SP

COLETIVO MINEIRO POPULAR ANARQUISTA (COMPA) - MG

Coordenação Anarquista Brasileira - CAB

https://compa.noblogs.org/post/2016/12/05/iii-encontro-regional-das-organizacoes-do-centro-oeste-e-sudeste-da-coordenacao-anarquista-brasileira-cab/


Mais informações acerca da lista A-infos-pt