(pt) RE [Grécia] Volos: Anarquistas jogam tinta no presidente da companhia petroleira Petróleo Grego em ato na Universidade de Tessália By A.N.A. (ca, en)

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Segunda-Feira, 12 de Dezembro de 2016 - 12:26:23 CET


https://www.youtube.com/watch?v=Y5YDZsR2FSE ---- Na quarta-feira 23 de novembro, um grupo 
de uns 40 antiautoritários, gritando lemas, entraram no auditório da Universidade de 
Tessália em Volos e jogaram tinta no presidente da empresa petroleira grega Petróleo 
Grego, que ia ser o orador em uma conferência organizada pela Universidade. A seguir, o 
texto com o qual este grupo assumiu a responsabilidade da ação. ---- Sabotando a festa da 
patronal e da Universidade de Tessália S.A. (assumindo a responsabilidade do ataque 
realizado durante a conferência do presidente da Petróleo Grego) ---- Na quarta-feira 23 
de novembro, às 19h00, estava programada a conferência do presidente da (companhia 
petroleira grega) Petróleo Grego (Elpe), S. Tsotsorós, em um auditório da Universidade de 
Tessália, na cidade de Volos. Esta conferência aconteceu no marco de uma assinatura de 
pós-graduação do reitor G. Petrakos, com a participação do professor G. Stampulís. Uma 
iniciativa de companheiros e companheiras decidimos intervir, entrando no audit&oacu 
te;rio gritando lemas e jogando tinta contra o orador e os organizadores do evento, por 
motivos que serão explicados detalhadamente mais abaixo. Durante nossa intervenção, G. 
Stampulís tratou de fazer o papel de herói indignado, e foi tratado da maneira adequada.

To know your enemy[Conheça o seu inimigo]

S. Tsotsorós tem um currículo muito rico: Ex-executivo da Companhia de Eletricidade 
Pública, ex-assessor de vários ministros (de Energia, de Economia Nacional) e prefeitos, 
diretor do canal televisivo Sky e posteriormente fundador do canal televisivo Alpha, 
diretor executivo da companhia petrolífera grega EKO, Combustível Grego, e presidente da 
companhia semi-estatal Petróleo Grego, cujo dono é Latsis. Foi presidente da Pretróleo 
Grego quando ocorreu o "acidente" que custou a vida de quatro operários , um dos muitos 
"acidentes" ocorridos em benefício do desenvolvimento capitalista. Desde 1993 é professor 
na universidade de Ciências Sociais e Políticas de Atenas, teorizando sua carreira suja e 
vendendo-a como um produto acadêmico. É um exemplo de uma velha sucess history (história 
de sucesso) do Pasok (e atualmente do Syriza).

Falando em Syriza, pensamos em seu membro G. Stampulís, que desde a cátedra da 
Universidade de Estudos Econômicos elogia as cooperativas e a "autogestão", logo vende um 
meta-marxismo de segunda categoria, enquanto que, na realidade, promove uns modelos de 
exploração laboral pioneiros e flexíveis. Entendeu muito bem o que é o capitalismo 
moderno, e não perde nem um minuto em defender os interesses dos patrões. Ostentou vários 
postos no setor da autoridade local e na empresa que tem a seu cargo a exploração da 
fortuna da Universidade de Tessália, e é um dos cinco membros do conselho de administração 
da Supercaixa fundado pelo Syriza, a qual é a encarregada das mega-privatizações.

Em relação ao reitor Petrakos, não faz falta dizer muita coisa. Seu currículo tem umas 
"proezas" semelhantes. Suas expressões gestuais e suas declarações de medidas repressivas, 
demostram que estragamos por uns minutos sua festa e pré-anunciam sua visão do 
desenvolvimento da Universidade.

Business as usual. Negócios embebidos no sangue

Petróleo Grego e S. Tsotsorós estão manchados do sangue de quatro operários. É mais um 
caso em que a desvalorização extrema do trabalho pelos patrões chegou a tirar a vida de 
quatro operários. Por suposto, esta desvalorização é a dura cotidianidade de todos os que 
trabalham para sobreviver, recebendo salários humilhantes, com horários de trabalho 
flexíveis, sem segurança social, etc. Nossa vida e nossa saúde física e psíquica, são para 
os patr ões parâmetros mutáveis em seus cálculos complexos para maximizar seus lucros. E 
os assassinatos dos operários estão estatisticamente aceitos, e ninguém fala deles 
enquanto sejam poucos.

Além do mais, Petróleo Grego e S. Tsotsorós fedem a petróleo. É o fedor da destruição do 
meio ambiente pelo desenvolvimento, desenvolvimento este que não nos deixam de falar os 
científicos do terror, como Petrakos e Stampulís. É o fedor dos antagonismos nacionais 
pelos recursos energéticos, dos jogos da diplomacia interestatais no Ocidente, das guerras 
na África, no Oriente Médio e na Ásia. Por último, é o fedor desta falsa ilusão atrativa 
que vem re-estrut urar as relações capitalistas, das quais veio a Volos a nos falar Tsotsorós.

Science as usual. Sobre a (não) neutralidade da ciência

Pode ser que a Universidade de Tessália chame a tais pessoas para que falem a seus 
estudantes? Sim, isto não deve nos estranhar. A Universidade é uma empresa que produz 
conhecimentos para os patrões. Além de conhecimentos, desde logo, reproduz as relações 
capitalistas, preparando os estudantes e às estudantes para que se incorporem à produção 
já como operários supervalorizados (a grande maioria) ou como executivos de primeira 
categoria (como alguns depredadores como Tsotsorós).

A Universidade de Tessália trouxe a um assassino para que ensinasse como um negócio 
semelhante pode ter êxito, apresentando tanto a ele como a empresa Petróleo Grego como um 
exemplo de uma empresa sana, cujo exemplo deve ser imitado pelas escorias capitalistas 
gregas. Isto não é uma falha por parte da boa ciência que ele nos está servindo. 
Estatisticamente é a essência de sua ciência, este é seu papel, estes são seus valores e 
seus negócios. As universidades gregas fazem investigaç ões cientificas para o Exército, 
para a Frontex, para a Polícia. São umas investigações que cheiram a morte. A Universidade 
de Tessália põe no ponto de mira as okupas de seus imobiliários. São uma okupas nas quais 
vivem e lutam comunidades antiautoritárias. O que é tudo isso em comparação com uma 
conferência de Tsotsorós?

Estragamos a festa deles!

Concluindo, queremos dizer que a pintura jogada na cara e no terno caro de Tsotsorós é um 
retorno mínimo da violência que exerce tanto ele como Latsis, Petróleo Grego, a patronal e 
seus governos. E já que os democratas indignados já começaram a gritar, falando de ações 
fascistas e dizendo coisas "bonitas", queremos dizer que temos todas as razões do mundo 
para não deixar em paz nenhuma escoria que joga com nossas vidas, seja professor, reitor 
ou outra pessoa que tenha apoiado aos patrões. E temos muita loucura para fazê-lo.

Volos, 24 de novembro de 2016,

Antiautoritários

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Y5YDZsR2FSE

O texto em grego:

https://athens.indymedia.org/post/1565768/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2016/12/02/grecia-volos-anarquistas-jogam-tinta-no-presidente-da-companhia-petroleira-petroleo-grego-em-ato-na-universidade-de-tessalia/


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