(pt) União Popular Anarquista (UNIPA) Causa do Povo #71 - Os presos políticos do PT,Os presos políticos do PT

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Sexta-Feira, 6 de Março de 2015 - 07:54:05 CET


Força Nacional, enviada pelo Governo Federal, reprime marcha contra o Leilão de Libra no 
Rio – outubro de 2013. ---- Os pedidos de impeachment de Dilma são usados pelo PT para 
esconder a sua repressão contra os movimentos sociais. Enquanto se diz vítima de 
“golpismo”, PT militariza e judicializa as lutas populares. ---- Passado a farra do 
espetáculo democrático, marcado pela falsa polarização entre uma campanha de um governo 
para os ricos e outra para os pobres, o PT de Dilma mostra sua verdadeira cara. ---- O 
corte de direitos sociais pelo ministério da Fazenda de Joaquim Levy (pensões, 
seguro-defeso etc.), o apoio ao latifúndio/agronegócio sob chefia do Ministério da 
Agricultura de Kátia Abreu, a Reforma do Ensino Médio do Ministério da Educação de Cid 
Gomes: estas medidas em conjunto com a militarização da política e a criminalização dos 
movimentos sociais são os traços mais marcantes do novo governo.

No Brasil, a ditadura contra o povo continua

O documento Lei e Ordem, lançado ano passado (2014), feito pelas forças armadas e 
aprovadas pelo Ministério da Defesa de Dilma, coloca os movimentos sociais como inimigos 
internos do Estado. Este documento recupera a Lei de Segurança Nacional, um dispositivo 
criado na Ditadura-Civil Militar instalada em 64 afim de garantir um Estado de exceção 
caso ocorra protestos no Brasil.

Esses elementos em conjunto com a militarização dos morros cariocas pelo exército, a 
atuação da Força Nacional, a integração das polícias etc. demonstram o laço de 
continuidade que liga o regime militar até a gestão do PT/PMDB. Ao contrário da maior 
parte dos países Cone Sul, que conseguiu punir seus torturadores, a gestão de Dilma 
pretendeu uma “reconciliação nacional” entre torturados e torturadores.

A falsa Comissão da Verdade foi incapaz de levar a cabo esse processo restringindo-se a um 
mero denuncismo. Enquanto isso, politicamente o governo segue dando respostas militares as 
oposições politicas contestatórias que vem das ruas. A Lei da Anistia que defende os 
torturadores já foi condenada até por organismos imperialistas como OEA (Organização dos 
Estados Americanos) como lei que quebra os princípios dos direitos básicos da humanidade.

A omissão também é uma política

É nesse cenário que Igor Mendes e mais 22 ativistas foram presos ou respondem processo 
político no Rio de Janeiro. Duas companheiras encontram-se foragidas. Igor foi detido na 
véspera da final da Copa do Mundo no Rio. Ele foi preso após participar de uma atividade 
cultural que supostamente quebrou seu regime cautelar que o impedia de participar de atos 
políticos.

Assim como Igor, em Porto Alegre o militante Vicente foi preso por protestar contra o 
aumento de tarifas. O crime de Igor Mendes e de Vicente foi de lutar contra os gastos da 
Copa e defender direitos sociais como passe-livre. Mas o que impressiona nesses processos 
não é o continuísmo da Ditadura militar ao PT, mas o silêncio de todo reformismo nesse 
processo (Psol, PSTU, PCB, CAB).

A omissão desses setores é uma posição política concreta. Sua oposição parlamentar 
moderada se transforma em cauda moderada do governismo por reproduzir programas, práticas 
e métodos na luta político-social. Por isso denominamos esses setores de para-governistas.

Se a prisão de Igor é a expressão do PT de criminalização presente e futura nos movimentos 
sociais, a omissão para-governista é a expressão máxima da conivência política. A omissão 
frente aos presos políticos é a extensão do petismo nos movimentos de base e adequação a 
lógica parlamentar burguesa.

Golpe da direita? Hoje, a luta é contra o fascismo do PT

A alternativa para a classe trabalhadora segue sendo manter uma política de independência 
de classe frente a proposta de colaboração com o PT. A aliança com a burguesia sempre será 
uma arma apontada contra a classe trabalhadora.

O discurso do PT de combate ao “golpismo da direita” é uma cortina de fumaça que esconde 
sua própria prática.  Aproveita-se dos isolados gritos de impeachment para girar centrais 
sindicais, partidos e grupos em sua defesa, enquanto aplica o ajuste fiscal.

Pois se o “golpismo fascista” significa desenvolver a militarização da política, hoje o 
que existe de mais próximo de fascismo no Brasil é o próprio PT, que reedita leis da 
ditadura, prende manifestantes e mata pobres nos campos e favelas.

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2015/02/25/os-presos-politicos-do-pt/#more-1738


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