(pt) Brazil, União Popular Anarquista (UNIPA) - Não Há Unidade com a Burocracia Sindical! Construir a Greve Geral pela Base!

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Segunda-Feira, 1 de Junho de 2015 - 13:27:54 CEST


Como a UNIPA tem afirmado, a forma como as paralisações nacionais vem sendo puxadas nos 
últimos anos, pelos menos desde o segundo mandato do governo Lula (PT-PMDB) em nada 
contribui para: o fortalecimento da resistência dos trabalhadores contra as medidas 
pró-capital e para destruição da burocracia sindical. Muito pelo contrário, a maioria dos 
sindicatos é hoje um empecilho na luta. ---- A massa de proletários dos grandes centros 
urbanos que foram as ruas em junho de 2013 se libertaram dessas amarras da burocracia 
sindical. A paralisação acordada entre CSP-Conlutas, Intersindical, CTB, CUT, UGT e NCST 
para o dia 29 de maio não foge a essa regra. Assim como foram todas anteriores. Pelo 
contrário, são tentativas das burocracias de mostrar que o trem que está parado ainda anda.

Paralisação do dia 29 de maio

A paralisação do dia 29 de maio está sendo construída conjuntamente com setores 
governistas, isto é, CUT e CTB. Isto é um problema na medida em que estas centrais ao 
longo dos 12 anos de governo PT vêm sistematicamente desmobilizando as categorias em prol 
do governo. Um exemplo disto pode ser visto através do PL 4330 (agora PLC30/2015 no 
senado) que é o projeto de lei das terceirizações. Tal projeto está no congresso há mais 
de 10 anos e estas centrais abandonaram a luta para tentar barrá-la via negociação no 
parlamento. Em 2011 já havíamos destacado isso.

Ao mesmo tempo que as centrais faziam um "ante-projeto" junto ao Ministério do Trabalho, 
as terceirizações continuaram acontecendo, principalmente no serviço público da saúde, 
cultura e educação. O número de terceirizados subiu de 1,8 milhão no governo FHC (PSDB, 
DEM [ex-PFL], PPS e PMDB) para 12,7 milhões em 2013, já no final do terceiro mandato 
petista. Tucanos e petistas avançaram a terceirização.

Aqui também não podemos esquecer-nos da crítica aos setores paragovernistas (PSOL e PSTU), 
que nos sindicatos que dirigem nunca propuseram ou no máximo secundarizaram uma política 
para os terceirizados, deixando estes nas mãos de sindicatos pelegos e mafiosos.

Nesse sentido, uma paralisação nacional ou mesmo uma greve geral com participação das 
centrais governistas só pode acontecer de fato se estes abandonarem seus cargos no 
governo, como na participação de conselhos, de fato romperem com o governo Dilma 
(PT-PcdoB-PMDB) e democratizarem as instâncias sindicais. Caso contrário não há unidade.

Greve Geral pela cúpula?

Militantes sindicais de base agitando a construção da greve geral

Além da unidade entre paragovernismo e governismo, existe outro elemento que torna essa 
paralisação uma farsa: a sua convocação via deliberação de cúpula através de reunião 
fechada com os dirigentes das centrais envolvidas, sem a participação das bases.

Podemos exemplificar este cenário através da prática do Sindicato Estadual dos 
Profissionais da Educação (SEPE-RJ), onde no dia 7 de maio em uma reunião de direção foi 
deliberada a participação da categoria na paralisação sem nenhuma consulta as bases e 
muito menos encaminhando assembleias locais da categoria e uma assembleia geral para 
construir a luta.

Ou seja, que paralisação é esta onde a base não participa? Que a base é impedida de 
participar das decisões. É uma vergonha a CSP-Conlutas se aliar a centrais, como a UGT, 
que em conluio com Eduardo Paes demite diversos garis por terem ousado lutar no Rio de 
Janeiro.

Na educação federal os esforços para construção de uma greve unificada da educação como 
propulsores de uma greve geral foram negadas em Congresso. Isto ocorreu no caso do ANDES. 
São militantes de base e de oposição as direções que tentam encaminhar uma verdadeira 
mobilização pela base em defesa da educação pública.

Nesse sentido, esta paralisação do dia 29 de maio caminha para mais uma paralisação 
"telecat", onde se finge que luta, mas na prática é tudo mentira.

Assim, a tarefa dos anarquistas e setores revolucionários do movimento sindical, popular e 
estudantil consiste em intensificar o trabalho de construção de comitês de mobilização por 
local de trabalho, estudo e moradia, apoiar e impulsionar a auto-organização da classe 
para construção de uma greve geral pela base contra o militarismo, as terceirizações, o 
ajuste fiscal, a perda de direitos, a criminalização dos movimentos sociais, pela extinção 
do processo contra os 23 e pela libertação imediata de todos os presos políticos do Brasil.

Construir o Sindicalismo Revolucionário!
Construir a greve geral pela base!
Abaixo a Burocracia Sindical!
Abaixo o governismo!
Todo poder ao povo!

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2015/05/29/nao-ha-unidade-com-a-burocracia-sindical-construir-a-greve-geral-pela-base/


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