(pt) Revista Alambique 5 (Portugal, 2013)

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Domingo, 24 de Março de 2013 - 20:07:52 CET


Neste número ---- Editorial ---- M.B. – Impressões de uma comuna ---- José Tavares – As 
Experiências Libertárias de Vida em Comum ---- Filipe Nunes (com Júlio Silvestre) – 
Comunidades Alternativas ---- Rui Vasco Silva – António Gonçalves Correia Precursor da 
Permacultura Portuguesa ---- Antonieta Sanches – O Que Pode Ser a Permacultura no 
Planeamento das Comunidades ---- Filipe Nunes e P.M com Gerd e Kerstin – Uma Comunidade 
Anarquista no Algarve – Parreirinha ---- Fernando Melro – Poema ---- Editorial ---- Sendo 
a temática da Ruralidade um eixo central à Alambique, desde há muito que sentíamos a 
necessidade de acentuar a importância da ressocialização do campo através de propostas 
alternativas. Assentes na ecologia e não perdendo de vista uma transformação social pela 
qual a Comunidade, em equilíbrio com a Natureza, possa garantir uma vida digna.

Onde o sentido comunitário ultrapassa o materialismo pessoal, potencializando o 
desenvolvimento e a liberdade de cada individuo.

Neste número temático falamos de Comunidades Alternativas. Metemos a foice em seara 
alheia, atendendo a que não participamos em nenhuma. Mas mesmo assim arriscamos o debate. 
Fomos às origens destas utopias postas em marcha e aqui, no Sul de Portugal, desde a 
Comuna da Luz de Gonçalves Correia à Parreirinha dos anos 80/90. E resulta este último 
testemunho num desafio lançado pelos próprios para que ganhe corpo um novo projeto de 
comunidade.
Estamos em crer que estas reflexões surgem na cidade e no campo, numa altura em que os 
referentes e limites de cada um tornam-se difíceis de separar. Preocupações ditadas pela 
urgência da luta pela natureza que escasseia e pelas condições de vida mínimas que nos 
roubam a cada dia que passa. O regresso à Terra está por todo o lado.
O sentido comunitário pode ressurgir hoje como nunca antes. É ao rural que em boa parte o 
urbano vai buscar as novas guias de referência, reclamando o espaço, a horta comunitária e 
o potencial assembleário da vizinhança.
Por isso mesmo há que trocar ideias sobre o que é isso, ou o que podem ser, Comunidades 
Alternativas no campo. São estes projetos de transformação ou de isolamento social? São 
estes projetos radicais ou reformas geridas pelo próprio sistema? Questões que nos levaram 
a optar pela adjetivação de Comunidades Alternativas, conscientes de forçar uma separação 
com a de Comunidades Intencionais ou de Ecoaldeias, mas porque entendemos que estas têm 
caminhado para um vazio ideológico. Modelos que reduzem o empenho ‘político’ a um empenho 
unicamente ‘sustentável’ coincidindo ou participando mesmo na linguagem e mecanismos do 
sistema em cheque, e assim afastando-se dos modelos rurais de rutura e contestação e 
reduzindo a sua esfera à gestão corrente do ‘desenvolvimento rural’ por outros ditado.

Primavera 2013


Primavera 2013 (editorial)

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