(pt) =?iso-8859-1?Q?[Col=F4mbia]_Mural_em_mem=F3ria_do_anarquista_Nicol=E1s_Ne?=ira é sabotado

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Quarta-Feira, 30 de Maio de 2012 - 17:39:01 CEST


"O silêncio de nossos mortos grita liberdade
Mil colegas quedan tiraos por el camino
¿Y cuantos mas van a quedar?, ¿cuanto viviremos?
¿Cuanto tiempo moriremos?
 En esta absurda derrota sin final..."
La polla records

Nicolás Neira foi um jovem anarquista brutalmente assassinado pela tropa de choque
móvel ESMAD, da polícia nacional. Na manifestação do 1º de maio de 2005 na cidade de
Bogotá, este jovem foi brutalmente agredido na cabeça, os golpes lhe ocasionaram
ferimentos graves, causando sua morte cinco dias depois. Nico é uma das muitas
vítimas da violência estatal, que desde a formação deste corpo repressivo (ESMAD) em
2002, já matou mais de 50 pessoas e um incontável número de agressões e maus-tratos
físicos a pessoas e comunidades que se manifestaram diante de leis injustas (embora
não vemos nenhuma lei justa) ou simplesmente por terem protestado por alguma
inconformidade e contra atos que ameaçam a vida, a Terra, a dignidade ou a
integridade coletiva.

O Centro Social e Cultural Libertário [de Medellín] desde a Campanha Contra a
Criminalização do Protesto e da Luta Popular tem vindo a visibilizar casos de
violência do Estado e gerado ação, mobilização e denúncia contra esta realidade que
não podemos ignorar nem tolerar. Em 13 de maio passado realizamos um evento, com um
mural em memória de Nicolás Neira, que morreu em 6 de maio de 2005 por um
traumatismo craniano causado por golpes da ESMAD.

Por nenhum motivo devemos permanecer em silêncio, ou ficar parado. Se protestamos é
porque estamos lutando por uma mudança social, se saímos às ruas é porque queremos
agitar o cotidiano, tocar a sensibilidade e a consciência de uma sociedade alienada
que luta individualmente para sobreviver. A ESMAD e a polícia existem para
materializar uma estratégia de repressão contra o povo, contra as pessoas, num
sistema capitalista favorável as empresas e a propriedade privada. Devemos
denunciar, relembrar, recuperar os sonhos, construir, não permitir que outros
governem nossas vidas para o seu benefício. A ação direta é o nosso ás debaixo da
manga, neste jogo onde nos jogamos a vida. Todas e todos aqueles que caíram sob a
mão do poder, não morreram, viverão em cada um de nós, em cada ato, em cada
recordação, em cada passo.

Sem perdão nem esquecimento, por que para lutar há que se recordar, Nico Vive! Assim
como Oscar Salas, Simón Torres, Johnny Silva, Diego Becerra e muitos outros que
caíram ante a brutalidade do Estado, nas mãos da polícia nacional e seu esquadrão da
morte.

Porque a memória é a nossa arma, porque a solidariedade é mais do que palavras
escritas agora quando o silêncio de nossos mortos grita liberdade.


Centro Social e Cultural Libertário

Campanha Contra a Criminalização do Protesto e da Luta Popular



Nota:

Cabe registrar que sem ter passado 24 horas da elaboração do mural, este sofreu uma
intervenção e foi sabotado com tinta espirrada, por isso não é possível ler o que
ali se denunciava. Sabemos e está claro que quando as pessoas falam e se manifestam,
eles só querem silenciar, manter impune suas atrocidades e assassinatos. Este é um
exemplo de como é criminalizado o protesto e a luta popular, como lhes dói quando a
verdade é dita e como eles temem que as pessoas vejam o que eles realmente são. E
deixar claro também que não vamos claudicar, contra a brutalidade policial nem um
passo atrás, contra eles memória, arte e ação! Porque para lutar há que se
recordar...

Galeria de imagens do mural antes e depois da sabotagem:

http://centrosocialyculturallibertario.wordpress.com/2012/05/15/el-silencio-de-nuestros-muertos-grita-libertad-2/#wpcom-carousel-559


agência de notícias anarquistas-ana



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