(pt) =?iso-8859-1?Q?[Canad=E1]_Mais_de_cinco_mil_pessoas_na_manifesta=E7=E3o_a?=nticapitalista do 1º de maio em Montreal

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Quarta-Feira, 30 de Maio de 2012 - 17:34:32 CEST


Ao apelo da Convergência de Lutas Anti-Capitalistas (CLAC-Montreal) e dos seus
aliados, pelo 50º ano consecutivo, mais de 5.000 pessoas - um número recorde -
concentraram-se no centro da cidade de Montreal para marcar a data internacional de
trabalhadores e trabalhadoras. Diversos grupos (queers, feministas, imigrantes,
estudantes, famílias) responderam ao chamado da CLAC, ilustrando e fortalecendo a
crítica anticapitalista.
"O Primeiro de Maio é a ocasião de trabalhadores e trabalhadoras, por toda a parte
do planeta, retomarem a palavra, de se reconhecerem, de se afirmarem, em alto e bom
som, como classe, e de comemorarem a longa história de lutas obreiras", explica
Mathieu Francoeur, porta-voz da CLAC. "Esta é também a ocasião de celebrar uma
cultura combativa, reivindicativa, revolucionária e explicitamente anticapitalista",
acrescenta ele.

O que não falta são razões para a revolta: austeridade, lock-out; demissões
compulsivas, decretos e imposições; desvio de fundos de pensão e desmantelamento de
benefícios sociais; resgate dos bancos pelos governos; privatização dos lucros e
socialização dos custos; atropelamento dos direitos humanos; repressão dos
movimentos sociais e brutalidade policial, impunidade, corrupção política, fraude e
maquinações diversas, laços mafiosos e negociatas a todos os níveis! O contexto
atual é, em todos os lugares, marcado pela injustiça e pela desigualdade crescente.

"É o sistema capitalista e suas instituições que nós rejeitamos como um todo.
Reformas e acomodações não funcionam, obviamente", diz Marie-Eve Lamy, da CLAC.
"Hoje, mais uma vez vimos que, quando criticamos o status quo, estamos a atacar as
fontes de injustiça e o governo reage com violência. Qualquer discordância está
enfrentando uma repressão séria", prossegue ela. A CLAC denuncia vigorosamente a
repressão e a prisão de cinquenta pessoas.

O cortejo parou em frente a vários símbolos fortes do sistema capitalista: a empresa
de engenharia SNC Lavalin, notória especuladora de guerra, atualmente sob
investigação por desvios de fundos, e cujo intermediário da PDG, Pierre Duhaine,
conseguiu se salvar em total impunidade; as numerosas instituições financeiras
situadas nas ruas do centro de Montreal que se beneficiaram de um plano de salvação
de 114G$. O governo conservador foi fortemente denunciado devido às suas políticas
antissociais, racistas e sexistas.

Neste 1º de maio, a CLAC reafirmou a sua solidariedade para com todos os movimentos
de resistência aos planos de austeridade, aqui como em outras partes do mundo e,
especialmente, com a luta extraordinária dos estudantes de Quebec, que dão ao mundo
o exemplo de um movimento social massivo, forte e unido.


Convergência de Lutas Anti-Capitalistas (CLAC-Montreal)

Tradução > Liberdade à Solta


agência de notícias anarquistas-ana




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