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Quarta-Feira, 23 de Maio de 2012 - 13:19:29 CEST


[Neste final de semana, 12 e 13 de maio, acontece a 1ª Feira do Livro e Propaganda
Anarquista, em Santiago. Haverá lançamentos de livros, fóruns, workshops, trova,
comida, mesas de propaganda, mostras de fotos, arquivo histórico, espaço infantil e
muito mais.]
Desde a sua criação, o aglomerado heterogêneo de grupos que compõem o anarquismo,
gerou e difundiu milhões de folhas por todo o mundo, tanto para divulgar suas ideias
como para facilitar o desenvolvimento cultural de homens e mulheres de seu tempo.
Estas foram as razões fundamentais de sua existência passada e de sua urgente
necessidade presente.
A América Latina não escapou deste processo. Muitos milhares de livros, folhetos,
revistas e jornais foram editados desde o subcontinente, com especial força entre as
últimas décadas dos séculos XIX e as quatro primeiras do século XX. E embora depois
de várias tentativas notáveis, especialmente em Buenos Aires, apenas desde os anos
noventa do século passado temos sido capazes de contemplar e desfrutar de um
ressurgimento de iniciativas de propaganda.

A região chilena não ficou indiferente a tudo isso. Se fizermos um breve comentário
ao passado da literatura impressa libertária - além de mencionar os cinquenta
jornais que existiam nestas terras - podemos destacar valiosas editoras, como o
"Lux", em Santiago, "Adelante" em Rancagua, ou "Mas Allá" em Valparaíso, entre
muitos outros. Lux, vinculada a IWW, entre 1920 e 1927 publicou vários títulos com
milhares de cópias, reconhecendo a criação de alguns companheiros locais, como o
poeta mártir José Domingo Gómez Rojas, o professor normalista Manuel Márquez, o IWW
Armando Triviño, ou a companheira anarco-feminista Evangelina Arratia, editou também
a outros agitadores da América Latina, como Juana Rouco Buela, e também aos
clássicos de Emma Goldman, Kropotkin, Fauré, Mella ou Malatesta. Em 1922, por
exemplo, após uma campanha de arrecadação voluntária; das oficinas da Lux saíram
4000 exemplares de "La Conquista del Pan"

Mas, como apontado acima, a propaganda dos anarquistas é também uma questão de
urgente atualidade. Nossas diversas ideias, com as nossas diferentes tendências,
estão ganhando alguma notoriedade nos últimos anos. Aparentemente, estamos no meio
de um novo amanhecer. E contamos com várias editoras, com jornais, fanzines e mesmo
uma vídeo-revista. Criações que são distribuídas em bibliotecas, alguns quiosques e
especialmente através de atividades, manifestações e nas feiras de propaganda por
toda parte.

O que nunca tivemos isso sim, é um grande encontro dedicado especialmente ao livro e
à propaganda anarquista. Esta iniciativa pretende ser um ponto de convergência para
os vários geradores deste material, para que se conheçam e reforcem uns aos outros
se assim o gostam, mas acima de tudo, para oferecer aos companheiros e aos
interessados em geral, uma visão geral do que nós estamos fazendo. Para propagar,
para estimular a produção, para nos conhecermos, retroalimentar-nos, para
compartilhar, para escapar dos circuitos de cultura institucional, para nos
auto-educar. Por tudo isto e muito mais, nos encontraremos, na 1ª Feira do Livro e
Propaganda Anarquista em Santiago.

Por agora, podemos anunciar que para além dos estandes que cada iniciativa terá,
haverá espaço para a arte, música, história e reflexão teórica. Teremos também a
presença de companheiros de outras regiões. Convidamos você, então, primeiro a dar
um passeio lá, mas com maior intensidade, a participar ativamente na feira,
divulgando-a, indo para as atividades de financiamento, ou gerando iniciativas,
fóruns, exposições, expressões - para a mesma.

Nos vemos logo, na festa da cultura e da propaganda anarquista.

O grupo coordenador

Mais infos:
https://ferianarquistastgo.espivblogs.net/


agência de notícias anarquistas-ana



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