(pt) [Brasil] PARAGUAÇU PAULISTA Greve de trabalhadores em usina pode atingir a 80% nesta terça

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Quarta-Feira, 25 de Junho de 2008 - 01:16:25 CEST


[retirado de:
http://nucleos-fasp.blogspot.com/2008/05/1-encontro-pr-federao-anarquista-de-so.html
ver também:
http://www.grupos.com.br/blog/pro-fasp/ ]

Majoração no piso salarial e no valor da tonelada de cana, além de
melhorias nas acomodações de migrantes são reivindicadosPresidente
Prudente, SP – Desde sábado, 14/06, grande parcela dos trabalhadores
rurais do setor de corte de cana da usina Cocal Comércio, Indústria Canaã
Açúcar e Álcool Ltda., em Paraguaçu Paulista, encontram-se com suas
atividades paralisadas. O movimento começou por iniciativa dos próprios
trabalhadores, em especial, os migrantes provindos de diversas regiões do
vizinho Estado de Minas Gerais.Nesta segunda-feira, o movimento contou com
a adesão de outras turmas cortadores de cana, chegando à casa de 60% do
total de rurais. Prevendo que a paralisação poderia arregimentar ainda
mais trabalhadores, os responsáveis pela usina trataram de dispensar as
turmas que ainda permaneciam no desempenho de suas funções.De acordo com
Marcos Leite, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Paraguaçu Paulista
e Região, a greve nesta terça-feira poderá alcançar 80% dos três mil
cortadores de cana da indústria sucroalcooleira.Como protesto, cerca de
300 trabalhadores decidiram acampar na frente da entrada principal usina,
realizando um ato pacífico de descontentamento com a política trabalhista
da empresa e impedindo a entrada de caminhões com cana. Por sua vez, a
usina acionou força policial para retirada dos manifestantes. De acordo
com relatos que chegavam ao Sindicato, a Polícia Militar ameaça de prisão
a todo o momento os trabalhadores, como forma de pressão para saírem do
local, desobstruindo assim a passagem dos veículos pesados. A ação da PM
foi em vão.No final da manhã, os rurais fizeram Assembléia e definiram
pauta de negociação. No entanto, a usina estaria se recusando a receber
uma comissão de trabalhadores para abertura de negociação.Na pauta
reivindicatória, os grevistas exigem melhorias no piso salarial, para que
o mesmo passe dos atuais R$ 470,00 para R$ 560,00. Exigem também que o
valor da tonelada de cana cortada seja majorado dos atuais R$ 2,65 para R$
3,37. A melhoria nas condições dos alojamentos voltados aos migrantes
também é solicitada.Os trabalhadores ainda apontam algumas irregularidades
que a empresa estaria cometendo, como o excesso de faltas inexistentes dos
trabalhadores; pagamento mensal do mesmo valor descrito no holerite e não
o que vem sendo feito. Os cortadores de cana tem sido constantemente
surpreendidos ao sacarem o pagamento e constatarem que receberam salários
com valores bem inferiores aos especificados no holerite.Por conta do
holerite, os grevistas pedem que sejam entregues dentro do prazo devido.
Por último, exigem que a usina cumpra a lei e pague pelos dias não
trabalhados justificados por atestados médicos.

Fonte: O PODÃO - SUA ARMA CONTRA O PATRÃO -
http://www.coletivopodao.blogspot.com/



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