(pt) A BATALHA N. 211: GRÃ-BRETANHA: quem semeia ventos colhe tempestades

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Segunda-Feira, 18 de Julho de 2005 - 11:10:43 CEST


Enquanto os terroristas por grosso deliberam na Escócia os terroristas a
retalho contra-atacam em Londres. Ainda assim – tendo em vista as
responsabilidades muito maiores do governo britânico – com efeitos menos
graves que os do 11 de Março em Madrid.
O apoio franco à violência israelita no Médio Oriente, os inqualificáveis
ataques ao Afeganistão e ao Iraque por parte de norte-americanos e
britânicos suscitaram uma indignação generalizada, paroxística no mundo
islâmico. Donde a exacerbação do sentimento religioso, o pan-islamismo e o
retorno à guerra santa (de épocas remotas) como resposta à agressão e à
ocupação estrangeiras. Se essa resposta “não estava prevista” (pelo menos
em tais termos quantitativos) ou era mesmo desejada nunca, provavelmente,
o saberemos. O facto é que foi judiciosamente aproveitada para restringir
"os direitos, liberdades e garantias individuais" e reforçar os efectivos
e escopo da acção policial, a pretexto da protecção contra actos
terroristas, mas que pode alcançar objectivos de índole diversa.
O braço de força "olho por olho, dente por dente" que alimenta a actual
espiral de violência só pode ser interrompido pelos Estados agressores.
Cessando a ocupação e respeitando o direito à autodeterminação e dignidade
dos povos muçulmanos. Essa é a única arma que poderá obtemperar à escalada
do fundamentalismo islâmico e suas consequências.




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